As Mulheres de Mantilha/Conclusão

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As Mulheres de Mantilha (Conclusão)
por Joaquim Manuel de Macedo
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A desgraça de Alexandre Cardoso foi geralmente recebida como justo castigo.

O infeliz desmoralizado oficial devia consolar-se porque a sua punição se limitou a seguir para Lisboa, onde aliás acabou seus dias na maior e na mais tormentosa miséria.

O povo não perdoou o conde da Cunha o não ter castigado exemplarmente no Rio de Janeiro a Alexandre Cardoso, e a memória do governo opressor e despótico desse vice-rei ficou marcada com o selo da reprovação pública.

O grande ministro do rei d. José I, o marquês de Pombal, deixou também entender que o governo de Lisboa igualmente condenara a administração do conde da Cunha; porquanto o conde de Azambuja chegou para substituí-lo no vice-reinado do Brasil, inesperadamente, sem ter havido prevenção alguma, e surpreendendo o vice-rei demitido de modo bem desagradável.

A 21 de novembro de 1767, entregou o conde da Cunha ao de Azambuja o vice-reinado do Brasil, e poucos dias depois seguiu para Portugal.

Maria de... esqueceu depressa os gozos sinistros da sua vingança de vaidosa no empenho de novas conquistas e nos braços de novos amantes, entre os quais a tradição não diz que contasse algum outro ajudante oficial-de-sala do vice-rei.

O vice-reinado do velho conde de Azambuja durou apenas dois anos incompletos, sucedendo-lhe o marquês de Lavradio que era muito sensível aos encantos do belo sexo, e ardentemente se apaixonou por Maria de...

Mais tarde me empenharei em escrever a história ou o romance desses amores do vice-rei marquês do Lavradio e da formosa cortesã.