Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio
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- Para cantar de amor tenros cuidados
- Leia a posteridade, ó pátrio Rio
- Pastores, que levais ao monte o gado
- Sou pastor; não te nego; os meus montados
- Se sou pobre pastor, se não governo
- Brandas ribeiras, quanto estou contente
- Onde estou? Este sítio desconheço
- Este é o rio, a montanha é esta
- Pouco importa, formosa Daliana
- Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo
- Formosa é Daliana; o seu cabelo
- Fatigado da calma se acolhia
- Nise? Nise? onde estás? Aonde espera
- Quem deixa o trato pastoril amado
- Formoso, e manso gado, que pascendo
- Toda a mortal fadiga adormecia
- Deixa, que por um pouco aquele monte
- Aquela cinta azul, que o céu estende
- Corino, vai buscar aquela ovelha
- Ai de mim! como estou tão descuidado!
- De um ramo desta faia pendurado
- Neste álamo sombrio, aonde a escura
- Tu sonora corrente, fonte pura
- Sonha em torrentes d'água, o que abrasado
- Não de tigres as testas descarnadas
- Não vês, Nise, este vento desabrido
- Apressa se a tocar o caminhante
- Faz a imaginação de um bem amado
- Ai Nise amada! se este meu tormento
- Não se passa, meu bem, na noite, e dia
- Estes os olhos são da minha amada
- Se os poucos dias, que vivi contente
- Aqui sobre esta pedra, áspera, e dura
- Que feliz fora o mundo, se perdida
- Aquele, que enfermou de desgraçado
- Estes braços, Amor, com quanta glória
- Continuamente estou imaginando
- Quando, formosa Nise, dividido
- Breves horas, Amor, há, que eu gozava
- Quem chora ausente aquela formosura
- Injusto Amor, se de teu jugo isento
- Morfeu doces cadeias estendia
- Quem és tu? (ai de mim!) eu reclinado
- Há quem confie, Amor, na segurança
- A cada instante, Amor, a cada instante
- Não vês, Lise, brincar esse menino
- Que inflexível se mostra, que constante
- Traidoras horas do enganoso gosto
- Os olhos tendo posto, e o pensamento
- Memórias do presente, e do passado
- Adeus, ídolo belo, adeus, querido
- Que molesta lembrança, que cansada
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- Ou já sobre o cajado te reclines
- Ninfas gentis, eu sou, o que abrasado
- Em profundo silêncio já descansa
- Tu, ninfa, quando eu menos penetrado
- Bela imagem, emprego idolatrado
- Altas serras, que ao Céu estais servindo
- Lembrado estou, ó penhas, que algum dia
- Valha-te Deus, cansada fantasia!
- Deixemo-nos, Algano, de porfia
- Torno a ver-vos, ó montes; o destino
- Já me enfado de ouvir este alarido
- Que tarde nasce o Sol, que vagaroso!
- Ingrata foste, Elisa; eu te condeno
- Não te assuste o prodígio: eu, caminhante
- Não te cases com Gil, bela serrana
- Apenas rebentava no oriente
- Se à memória trouxeres algum dia
- Breves horas, que em rápida porfia
- Eu cantei, não o nego, eu algum dia
- Já rompe, Nise, a matutina aurora
- Quem se fia de Amor, quem se assegura
- Sombrio bosque, sítio destinado
- Clara fonte, teu passo lisonjeiro
- Enfim te hei de deixar, doce corrente
- Não há no mundo fé, não há lealdade
- Campos, que ao respirar meu triste peito
- Entre este álamo, o Lise, e essa corrente
- Quando cheios de gosto, e de alegria
- Junto desta corrente contemplando
- Piedosos troncos, que a meu terno pranto
- Polir na guerra o bárbaro gentio
- Apre Giano il gran Tempio; orrido, e nero
- Sposi felici, per la vostra face
- Di così degno Eroe la Regia fronte
- Sorpreso de così sonori accenti
- Non ho valor, che basti; io corro in vano
- Misera rimembranza, che mai tenti!
- Esci d'ingano, o Nice; io non t'adoro
- Non parlarmi d'amor, ingrata Nice
- Dolci compagni miei, dolce mia cura
- Dolci parole, or più non siete quelle
- Non lasciarmi, crudel; quella, ch'io rendo
- Del tuo Fileno alla incerata avena
- Erra d'intorno a me l'ombra onorata
- Questo, che la mia Musa oggi a te rende
- Destes penhascos fez a natureza
- Parece, ou eu me engano, que esta fonte
- Musas, canoras musas, este canto
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Cançonetas [editar]
Canzonette [editar]
- O pastor divino
- Galatéia
- Lise
- Nise
- Palemo e Nise