Á meza do festim, cercada de formosas

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(Á meza do festim, cercada de formosas)
por Guilherme de Azevedo
Poema publicado em A Alma Nova

Á meza do festim, cercada de formosas,
O canto dos cristaes e o scintillar dos vinhos
Saudavam juntamente os bellos desalinhos
Das galantes vizões das ceias luminozas!

Molhavam-se em champagne as pétalas das rozas!
E em baixo, a nossos pés, em leves murmurinhos
A gaze sobreposta á candidez dos linhos
Erguia-se n'um mar de vagas caprichosas!

Ali tudo era paz! Nem odios vis nem zelos!
Os labios pois limpando ás rendas e aos cabellos
Da menos trivial das fadas tentadoras,

Eu brindo aos mortos!—disse: á legião sagrada
Que foi á solidão, á eternidade, ao nada!
—Ás almas e ao pudor d'estas gentis senhoras.