É a hora em que d’entre as ramagens

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(É a hora em que d’entre as ramagens)
por Lord Byron, traduzido por Álvares de Azevedo
Tradução da introdução de Parisina. Poema agrupado posteriormente e publicado em Obras de Manoel Antonio Alvares de Azevedo (1862). Parte de correspondência trocada entre o autor e Luís Antônio da Silva Nunes.

      É a hora em que d’entre as ramagens
      Rouxinóes cantão nenias sentidas;
      É a hora em que juras de amores
      Serão doces nas vozes tremidas,

 
      E auras brandas e as agoas visinhas
      Murmurião no ouvido silente;
      Cada flor â noitinha de leve
      Com o orvalho se inclina tremente;

      E se encontrão nos céos as estrellas,
      Sâo as agoas d’azul mais escuro,
      Tem mais negras as côres as folhas,
      Desse escuro o céo vai-se envolvendo
      Docemente tão negro e tão puro
Que o dia acompanha — nas nuvens morrendo,
Qual finda o crepusculo — a lua nascendo.