A la villa voy

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A la villa voy
por Anónimo
Vilancete renascentista português, escrito em castelhano, do Cancioneiro de Elvas.


Primeira versão[editar]

(original)
A la villa voy,
de la villa vẽgo,
si no son amores
no se q̃ me tengo.

Tengo mi cuidado
Con dolor crecido,
Y es aborrecido
De mi el ganado.
Llena de dolores
La vida sostengo,
Si no son amores,
No se que me tengo.

(tradução)
À vila vou,
da vila venho,
se não são amores
não sei o que tenho.

Tenho meu cuidado
Com a dor crescido,
E está fugido
De mim o gado.
Cheia de dores
A vida sustenho,
Se não são amores,
Não sei o que tenho.

Segunda versão[editar]

(original)
A la villa voy,
De la villa vengo,
Si no son amores,
No sé q̃ me tengo.

A la villa fueron
Mis ojos mirando,
Boluieron llorando,
Por otros que vieron.
Ojos me perdieron,
Dellos me mantengo,
Sino son amores,
No sé que me tengo.

De mi mal estraño
No ay quiẽ se duela,
Si alguẽ le conſuela,
Es con desengaño.
Del naſció mi daño
Y del me mantengo.
Sino son amores,
No sé que me tengo.

(tradução)
À vila vou,
Da vila venho,
Se não são amores,
Não sei o que tenho.

À vila foram
Meus olhos mirando,
Voltaram chorando,
Por outros que viram.
Olhos me perderam,
Deles me mantenho,
Se não são amores,
Não sei o que tenho.

Do meu mal estranho
Não há quem se condoa,
Se alguém o consola,
É com desengano.
Dele nasceu meu dano
E dele me mantenho.
Se não são amores,
Não sei o que tenho.