Em Tradução:Billy Budd/XIV
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Capítulo 14
[editar]Not many days after the last incident narrated, something befell Billy Budd that more gravelled him than aught that had previously occurred.
It was a warm night for the latitude; and the Foretopman, whose watch at the time was properly below, was dozing on the uppermost deck whither he had ascended from his hot hammock, one of hundreds suspended so closely wedged together over a lower gun deck that there was little or no swing to them. He lay as in the shadow of a hill-side, stretched under the lee of the booms, a piled ridge of spare spars amidships between fore-mast and mainmast and among which the ship's largest boat, the launch, was stowed. Alongside of three other slumberers from below, he lay near that end of the booms which approaches the fore-mast; his station aloft on duty as a foretopman being just over the deckstation of the forecastlemen, entitling him according to usage to make himself more or less at home in that neighbourhood.
Presently he was stirred into semi-consciousness by somebody, who must have previously sounded the sleep of the others, touching his shoulder, and then as the Foretopman raised his head, breathing into his ear in a quick whisper, "Slip into the lee forechains, Billy; there is something in the wind. Don't speak. Quick, I will meet you there"; and disappeared.
Now Billy like sundry other essentially good-natured ones had some of the weaknesses inseparable from essential good-nature; and among these was a reluctance, almost an incapacity of plumply saying no to an abrupt proposition not obviously absurd, on the face of it, nor obviously unfriendly, nor iniquitous. And being of warm blood he had not the phlegm tacitly to negative any proposition by unresponsive inaction. Like his sense of fear, his apprehension as to aught outside of the honest and natural was seldom very quick. Besides, upon the present occasion, the drowse from his sleep still hung upon him.
However it was, he mechanically rose, and sleepily wondering what could be in the wind, betook himself to the designated place, a narrow platform, one of six, outside of the high bulwarks and screened by the great dead-eyes and multiple columned lanyards of the shrouds and back-stays; and, in a great war-ship of that time, of dimensions commensurate with the hull's magnitude; a tarry balcony, in short, overhanging the sea, and so secluded that one mariner of the Indomitable, a non-conformist old tar of a serious turn, made it even in daytime his private oratory.
In this retired nook the stranger soon joined Billy Budd. There was no moon as yet; a haze obscured the star-light. He could not distinctly see the stranger's face. Yet from something in the outline and carriage, Billy took him to be, and correctly, one of the afterguard.
"Hist! Billy," said the man in the same quick cautionary whisper as before; "You were impressed, weren't you? Well, so was I"; and he paused, as to mark the effect. But Billy, not knowing exactly what to make of this, said nothing. Then the other: "We are not the only impressed ones, Billy. There's a gang of us.-- Couldn't you--help--at a pinch?"
"What do you mean?" demanded Billy, here thoroughly shaking off his drowse.
"Hist, hist!" the hurried whisper now growing husky, "see here"; and the man held up two small objects faintly twinkling in the nightlight; "see, they are yours, Billy, if you'll only--"
But Billy broke in, and in his resentful eagerness to deliver himself his vocal infirmity somewhat intruded: "D- D-Damme, I don't know what you are d-d-driving at, or what you mean, but you had better g-g-go where you belong!" For the moment the fellow, as confounded, did not stir; and Billy springing to his feet, said, "If you d-don't start I'll t-t-toss you back over the r-rail!" There was no mistaking this and the mysterious emissary decamped disappearing in the direction of the main-mast in the shadow of the booms.
"Hallo, what's the matter?" here came growling from a forecastleman awakened from his deck-doze by Billy's raised voice. And as the Foretopman reappeared and was recognized by him; "Ah, Beauty, is it you? Well, something must have been the matter for you st-st-stuttered."
"O," rejoined Billy, now mastering the impediment; "I found an afterguardsman in our part of the ship here and I bid him be off where he belongs."
"And is that all you did about it, Foretopman?" gruffly demanded another, an irascible old fellow of brick- colored visage and hair, and who was known to his associate forecastlemen as Red Pepper; "Such sneaks I should like to marry to the gunner's daughter!" by that expression meaning that he would like to subject them to disciplinary castigation over a gun.
However, Billy's rendering of the matter satisfactorily accounted to these inquirers for the brief commotion, since of all the sections of a ship's company, the forecastlemen, veterans for the most part and bigoted in their sea-prejudices, are the most jealous in resenting territorial encroachments, especially on the part of any of the afterguard, of whom they have but a sorry opinion, chiefly landsmen, never going aloft except to reef or furl the mainsail and in no wise competent to handle a marlinspike or turn in a dead- eye, say.
Não muitos dias após o último incidente narrado, aconteceu algo a Billy Budd que o desconcertou mais do que qualquer coisa que lhe houvesse ocorrido antes. Era uma noite quente para aquela latitude; e o marinheiro do mastro de proa, cujo turno naquele momento era o de descanso, cochilava no convés superior, para onde havia subido, fugindo de sua rede abafada — uma entre centenas, penduradas tão próximas umas das outras sobre o convés inferior de artilharia que quase não balançavam. Jazia como à sombra de uma encosta, estirado sob a proteção dos paus de bombordo — uma elevação formada por mastros de reserva empilhados no centro do navio, entre o mastro de proa e o grande mastro — entre os quais se guardava o maior bote da embarcação, o escaler. Ao lado de outros três adormecidos que vinham do convés inferior, deitava-se próximo à extremidade dos paus que se aproximava do mastro de proa; sendo sua posição habitual de serviço justamente acima da estação dos marinheiros da proa, tinha direito, segundo o costume, de se sentir mais ou menos em casa naquela vizinhança.
De repente, alguém — que antes deve ter se certificado de que os outros dormiam — tocou-lhe o ombro, despertando-o a meio caminho entre o sono e a vigília. Quando Billy ergueu a cabeça, ouviu um sussurro rápido junto ao ouvido: “Vá para o costado de sotavento, Billy; há algo no ar. Não fale. Rápido, encontro você lá.” E o homem desapareceu.
Ora, Billy, como muitos de natureza essencialmente bondosa, tinha algumas das fraquezas inseparáveis dessa mesma bondade essencial; entre elas, uma relutância — quase uma incapacidade — de dizer um “não” firme a uma proposta repentina que, à primeira vista, não fosse evidentemente absurda, hostil ou injusta. E, sendo de sangue quente, não tinha o sangue-frio necessário para negar silenciosamente uma proposta por meio da inação. Assim como seu senso de medo, sua desconfiança diante do que fosse desonesto ou artificial raramente era muito rápida. Além disso, naquela ocasião, o torpor do sono ainda o dominava.
Seja como for, levantou-se mecanicamente e, ainda sonolento e intrigado sobre o que poderia estar “no ar”, dirigiu-se ao local indicado — uma estreita plataforma, uma entre seis, do lado de fora dos altos parapeitos, protegida pelos grandes “olhos-mortos” e pelos múltiplos cabos das estais e brandais; numa grande nau de guerra daquela época, tudo de proporções condizentes com a vastidão do casco — uma espécie de varanda impregnada de piche, pendendo sobre o mar, tão isolada que certo marinheiro da Indomitable, velho e não conformista, de temperamento grave, a usava mesmo de dia como seu oratório particular.
Nesse recanto afastado, o estranho logo se juntou a Billy Budd. Ainda não havia lua; uma névoa obscurecia a luz das estrelas. Ele não conseguia distinguir claramente o rosto do desconhecido. Contudo, por algo na silhueta e na postura, Billy o tomou — e corretamente — por um dos marinheiros da popa.
“Psiu! Billy”, disse o homem, no mesmo sussurro rápido e cauteloso de antes; “Você foi recrutado à força, não foi? Pois eu também fui.” E fez uma pausa, como que para observar o efeito. Mas Billy, sem saber bem o que pensar, nada respondeu. Então o outro continuou: “Não somos os únicos forçados, Billy. Há um grupo de nós... Não poderia... ajudar... numa emergência?”
“O que você quer dizer com isso?”, perguntou Billy, agora livrando-se por completo do torpor.
“Psiu, psiu!”, sussurrou o outro, a voz apressada agora rouca. “Veja isto.” E o homem ergueu dois pequenos objetos que brilhavam fracamente à luz da noite. “Veja, são seus, Billy, se você apenas...”
Mas Billy o interrompeu e, em seu ímpeto ressentido de se explicar, seu defeito na fala interferiu um pouco: “M-m-maldição, eu não sei o que você est-t-tá querendo dizer, m-m-mas é melhor v-v-voltar pra onde p-p-pertence!” Por um instante, o sujeito, confuso, não se moveu; e Billy, saltando em pé, disse: “Se você n-n-não for embora, eu o j-j-jogo por cima do p-p-parapeito!” Não havia como interpretar mal aquilo — e o misterioso emissário desapareceu, fugindo na direção do grande mastro, sob a sombra dos paus.
“Ei, o que foi isso?”, resmungou um marinheiro da proa, acordado de seu cochilo pelo tom elevado de Billy. E, ao reconhecer o companheiro que reaparecia: “Ah, Beauty, é você? Deve ter acontecido algo, porque você g-g-gaguejou.”
“Ah”, respondeu Billy, já dominando o impedimento; “encontrei um marinheiro da popa por aqui, e mandei que voltasse pro lugar dele.”
“E foi só isso que você fez, marinheiro da proa?”, perguntou asperamente outro — um velho irritadiço, de rosto avermelhado e cabelo da mesma cor, conhecido entre os colegas como Pimenta Vermelha. “Esses covardes eu gostaria de casar com a filha do artilheiro!”, querendo dizer com isso que desejaria submetê-los à punição disciplinar aplicada sobre um canhão.
De todo modo, o relato de Billy explicou satisfatoriamente, para esses inquiridores, a breve comoção — pois, entre todas as seções da tripulação, os marinheiros da proa, veteranos na maioria e fanáticos em seus preconceitos navais, são os mais zelosos em repelir invasões territoriais, especialmente vindas dos marinheiros da popa, de quem têm péssima opinião, vendo-os como terráqueos, que só sobem ao mastro para arriar ou içar a vela principal e são incapazes de manejar um “marlinspike” ou firmar um “dead-eye”, digamos assim.