Como as flores de uma árvore silvestre

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À minha mãe
por Álvares de Azevedo
Poema agrupado posteriormente e publicado em Lira dos Vinte Anos.


Se a terra é adorada, a mãe não é mais

digna de veneração.

Digest of hindu law.


Como as flores de uma árvore silvestre
Se esfolham sobre a leiva que deu vida
A seus ramos sem fruto,
Ó minha doce mãe, sobre teu seio
Deixa que dessa pálida coroa
Das minhas fantasias
Eu desfolhe também, frias, sem cheiro,
Flores da minha vida, murchas flores
Que só orvalha o pranto!