Depois das bodas de oiro

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Depois das bodas de oiro
por Camilo Pessanha
Poema publicado em Clepsydra

Depois das bodas de oiro,
Da hora promettida,
Não seí que mau agoiro
Me ennoiteceu a vida...

Temo de regressar...
E mata-me a saudade...
—Mas de me recordar
Não sei que dôr me invade.

Nem quero prosseguir,
Trilhar novos caminhos,
Meus pobres pés, dorir,
Já roxos dos espinhos.

Nem ficar... e morrer...
Perder-te, imagem vaga...
Cessar... Não mais te vêr...
Como uma luz se apaga...