Do meio da rua

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Do meio da rua
por Fernando Pessoa


Do meio da rua
(Que é, aliás, o infinito)
Um pregão flutua,
Música num grito...

Como se no braço
Me tocasse alguém
Viro-me num espaço
Que o espaço não tem.

Outrora em criança
O mesmo pregão...
Não lembres... Descansa,
Dorme, coração!...