Em vida de tantos danos

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Em vida de tantos danos
por Anónimo
Vilancico renascentista português do Cancioneiro de Paris.


Em vida de tantos danos,
Forçado é desesperar.
Pois vos não vejo mudar,
Com a mudança dos anos.

Já não posso cuidar al,
Comigo tenho assentado,
Que dais ao tempo cuidado,
De me acrescentar meu mal.
Mil cautelas, mil enganos,
Contra vós queria buscar,
Para poder-vos mudar,
Mas não consentem meus danos.