Fôgos fatuos

Wikisource, a biblioteca livre

Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Fôgos fatuos
por Cruz e Sousa
Poema agrupado posteriormente e publicado em Ultimos Sonetos (1905).
Texto com ortografia atualizada disponível em Fogos-fátuos.



Nas fórmas voluptuosas o Soneto
Tem fascinante, cálida fragrancia
E as leves, langues curvas de elegancia.
De extravagante e mórbido esqueleto.

       5A graça nobre e grave do quarteto
Recébe a original intolerancia,
Toda a subtil, secréta extravagancia
Que transborda terceto por terceto.


E como um singular polichinéllo
       10Ondula, ondeia, curioso e bello,
O Sonelo, nas fórmas caprichósas.

As rimas dão-lhe a purpura vetusta
E nas mais rara procissão augusta
Surge o Sonho das almas dolorosas...