Galeria dos Brasileiros Ilustres/Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos

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Galeria dos Brasileiros Ilustres por S. A. Sisson
Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos


Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos, irmão legítimo de Bernardo Pereira de Vasconcelos, foi, como ele, filho do Dr. Diogo Pereira Ribeiro de Vasconcelos e de D. Maria do Carmo Barradas, neto pela parte materna do Dr. João de Sousa Barradas, e de D. Jacinta Maria da Fonseca Tavoreda e Silva, e pela paterna do coronel Jerônimo Pereira de Vasconcelos e de D. Ana Jacinta da Natividade. Nasceu a 28 de dezembro de 1812 na antiga Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto, capital da província de Minas Gerais.

Apenas concluídos com distinção nas aulas daquela província os estudos preparatórios, seguiu para S. Paulo, e no ano de 1831 ma-triculou-se na Academia Jurídica, recebendo o grau de bacharel formado em ciências sociais e jurídicas no ano de 1835.

De volta à província de seu nascimento, foi no ano seguinte, o de 1836, nomeado juiz municipal e de órfãos do termo do Ouro Preto, lugar que serviu até ser nomeado juiz de direito substituto da comarca do Paraibuna. Nesse cargo pouco tempo se demorou, pois logo em 1839 foi despachado juiz de direito da comarca do Rio das Mortes, na mesma província de Minas Gerais.

Em 27 de agosto de 1839 casou com D. Bernarda Malvina de Vasconcelos, que faleceu em Petrópolis no dia 19 de abril de 1857, fi-cando-lhe deste consórcio uma filha.

No ano de 1840 tomou assento na Assembléia Provincial e serviu em diferentes outras legislativas, honrado por vezes com a eleição de presidente da mesma assembléia.

Em 1842 foi nomeado chefe de polícia de Minas Gerais, lugar que exerceu até princípios de 1844.

Foi eleito deputado à assembléia geral legislativa no ano de 1842 e reeleito nas seguintes legislaturas, menos em 1844 e 1848, em que aliás lhe coube a suplência próxima, tendo por isso assento na câmara temporária apenas com a interrupção de um ano, o de 1845.

No ano de 1843 foi nomeado 2º, e posteriormente 1º vice-presidente da província de Minas Gerais.

Foi removido em 1844 para juiz de direito da 2ª vara criminal do Pará (capital).

Em 1849 serviu pela segunda vez o cargo de chefe de polícia da província de Minas.

Em 1850 foi chamado para servir na polícia da corte e de-morou-se no emprego de chefe de polícia até o ano de 1853, em que foi mandado presidir à província de Minas Gerais.

Neste exercício se conservou até fevereiro de 1856, sendo transferido no mesmo caráter para presidente da província de S. Paulo.

Tendo tomado posse da presidência dessa província em abril do mesmo ano de 1856, retirou-se em janeiro de 1857 da capital de S. Paulo para a do Império, em conseqüência dos graves sofrimentos de sua mulher, que, como fica dito, morreu pouco tempo depois.

Eleito deputado pelo 1º Distrito Eleitoral de Minas, tomou assento na Câmara dos Deputados no dia 3 de maio de 1857, e no dia 4 do mesmo mês e ano foi chamado ao Ministério da Justiça pelo marquês de Olinda, encarregado por S. M. o Imperador de organizar um gabinete pela retirada do que fora presidido pelo finado Marquês de Paraná.

Procedendo-se em julho deste ano à eleição de dois senadores nas vagas deixadas pelo dito marquês de Paraná e pelo de Valença, foi seu nome incluído na lista sêxtupla, e por carta imperial datada de 4 de novembro de 1857 foi escolhido senador do Império, tomando assento na respectiva câmara em maio do ano de 1853.

Retirou-se do ministério com seus colegas no dia 12 de dezembro do mesmo ano de 1858.

É comendador da Ordem de Cristo, e oficial da Rosa.