História da Mitologia/XXVIII

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História da Mitologia
por Thomas Bulfinch
XXVIII – A queda de Troia


A queda de Troia[editar]

Pentesileia
pintura de Arturo Michelena (1863–1898)

A história da Ilíada termina com a morte de Heitor, e é a partir da Odisseia e dos poemas que foram escritos posteriormente que nós ficamos sabendo do destino dos outros heróis. Depois da morte de Heitor, Troia não caiu imediatamente, mas recebendo ajuda de novos aliados a cidade ainda continuou a resistir. Um destes aliados era Mêmnon, príncipe da Etiópia, cuja história já contamos aqui. A outra era Pentesileia, rainha das amazonas, que veio com um grupo de guerreiras. Todas as autoridades comprovam o valor das Amazonas e o temível efeito de seus gritos de guerra. Pentesileia matou muitos dos mais corajosos guerreiros, mas finalmente foi morta por Aquiles. Mas quando o herói se curvou diante do inimigo que fora abatido, ao contemplar sua beleza, sua juventude, e sua coragem, ele se arrependeu amargamente da vitória. Térsites, um soldado encrenqueiro, insolente e demagogo, zombou do pesar que o herói sentia, e por isso, foi morto por Aquiles.

Aquiles, por acaso, tinha visto Polixena, a filha do rei Príamo, talvez por ocasião da trégua que ele concedeu aos troianos para o sepultamento de Heitor. Ele ficou encantado com sua beleza, e para tê-la em casamento ele concordou em usar sua influência sobre os gregos para conceder a paz a Troia. Quando ele estava no templo de Apolo, negociando o casamento, Páris disparou sobre ele uma lança envenenada, a qual, direcionada por Apolo, feriu Aquiles no calcanhar, a única parte vulnerável do seu corpo. Pois Tétis, sua mãe, o havia mergulhado, quando criança, no rio Estige, e isso tornou invulnerável todas as partes do seu corpo, menos o calcanhar, que foi por onde sua mãe o segurou. [1]

O corpo de Aquiles, morto de forma tão traiçoeira, fora resgatado por Ájax e Ulisses. Tétis ordenou que os gregos devolvessem a armadura do seu filho, para o herói, que de todos os sobreviventes, fosse considerado mais merecedor de usá-la. Ájax e Ulisses eram os únicos pretendentes, um seleto grupo de outros líderes foi escolhido para entregar o prêmio. Ulisses foi o premiado, de modo que a sabedoria era colocada acima da bravura, e por causa disso Ájax se matou. No lugar onde seu sangue encharcou a terra, brotou uma flor, que recebeu o nome de jacinto, que traz em suas folhas as duas primeiras letras do nome de Ájax, AI, que em grego significam "dor." De modo que Ájax é um pretendente junto com o garoto Jacinto pela honra de dar nome a esta flor. Há uma espécie de Larkspur que representa o jacinto para os poetas que preserva a memória deste evento, o Delphinium Ajacis, também conhecido como Larkspur de Ájax.

Descobriu-se então, que Troia não poderia ser tomada, exceto com a ajuda das flechas de Hércules. Elas estavam em poder de Filoctetes, o amigo que havia estado com Hércules por último e que tinha acendido sua pira fúnebre. Filoctetes havia se juntado à expedição grega contra Troia, mas acidentalmente, havia ferido o pé com uma das flechas envenenadas, e o mau cheiro exalado do ferimento se mostrou tão forte que seus companheiros o levaram até a ilha de Lemnos e o deixaram lá.

Diomedes foi então, enviado para convencê-lo para que se juntasse ao exército. E conseguiu. Filoctetes foi curado de seu ferimento por Macaão, e Páris se tornou a primeira vítima das flechas fatais. Angustiado, Páris lembrou-se de alguém que ele havia esquecido em seus tempos de prosperidade. Essa era a ninfa Enone, com quem ele se casou, quando jovem, e a abandonara por causa da beleza fatal de Helena. Enone, lembrando-se de quanto ela havia sofrido, se recusou a cuidar de seu ferimento, e Páris voltou para Troia, lá morrendo. Enone rapidamente se arrependeu, e correu atrás dele levando alguns remédios, mas ela chegou tarde demais, e desesperada se enforcou. [2]

Havia em Troia uma estátua muito famosa de Minerva, também chamada de Palladium. Diz a lenda que essa estátua caiu do céu, e acreditavam eles que essa cidade não poderia ser invadida enquanto a estátua estivesse com eles. Ulisses e Diomedes entraram na cidade disfarçados e conseguiram pegar o Palladium, que eles levaram para os campos da Grécia.

Julgamento de Páris:(da esquerda para a direita) As deusas Atena, Hera e Afrodite
Eros, filho de Afrodite e Páris, pintura de Enrique Simonet (1866–1927)

Mas Troia ainda conseguiu resistir, e os gregos começaram a se desesperar e cada vez mais suas forças eram subjugadas, e seguindo um conselho de Ulisses eles decidiram recorrer a um estratagema. Eles fingiram que estavam se preparando para desistir do assédio, e uma parte dos navios foi retirada e escondida atrás de uma ilha nas vizinhanças. Os gregos então, construíram um imenso cavalo de madeira, o qual havia sido criado como uma proposta de paz à deusa Minerva, mas que na verdade estava cheio de homens armados. Os gregos restantes então, dirigiram-se até os seus navios e fingiram partir, como se estivessem indo embora para sempre. Os troianos, vendo que o acampamento estava abandonado e a frota tinha ido embora, concluíram que o inimigo haviam desistido do cerco. Os portões foram então, abertos, e toda a população saiu exultante diante da liberdade, antes proibida, de passar livremente sobre o palco do acampamento abandonado. O imenso cavalo era o principal objeto de curiosidade. Todos ficaram pensando para que serviria ele. Alguns recomendaram que ele fosse levado até a cidade como um troféu, ao passo que outros sentiam medo dele.

Como eles hesitavam, Laocoonte, o sacerdote de Netuno exclama, "Que loucura é esta, cidadãos? Será que vocês não aprenderam o bastante com a fraude dos gregos para se ficarem prevenidos com eles? De minha parte, tenho receio dos gregos mesmo quando eles oferecem presentes." E assim dizendo, ele jogou sua lança na lateral cavalo. Ao bater, um barulho oco reverberou como um gemido. Ou, talvez o povo pudesse ter acolhido o seu conselho e destruído o cavalo fatal com todo o seu conteúdo, mas nesse exato momento aparece um grupo de pessoas, arrastando alguém que parecia ser um prisioneiro grego. Tomado de terror, o prisioneiro foi levado diante dos líderes, que declararam a ele, e lhe prometeram que a sua vida seria poupada sob a condição de que ele deveria responder com sinceridade às perguntas que lhe seriam feitas. O prisioneiro disse então a eles que era grego, e Sinon era o seu nome, e que por causa da maldade de Ulisses, ele tinha sido deixado para trás de seus compatriotas que também partiram. Com relação ao cavalo de madeira, ele disse que era uma oferta de felicidades à deusa Minerva, e era tão grande o seu desejo expresso de impedir que a estátua fosse levada para dentro da cidade, pois o profeta Calcas havia dito a eles que se os troianos levassem a estátua para dentro da cidade com toda certeza eles triunfariam sobre os gregos.

As palavras do prisioneiro mudaram a maré de sentimentos das pessoas e eles começaram a pensar como poderiam proteger melhor o gigantesco cavalo bem como os augúrios favoráveis associados a ele, quando, de repente, aconteceu um prodígio que não deixou mais margens para a dúvida. Eis que apareceu, avançando sobre o mar, duas imensas serpentes. Elas foram se aproximando da terra, e a multidão fugia em todas as direções. As serpentes avançaram diretamente para o lugar onde Laocoonte estava com seus dois filhos. Elas primeiro atacaram as crianças, se enrolando em torno de seus corpos e exalando um sopro pestilencial diante de suas faces. O pai, na tentativa de resgatá-las, é preso em seguida e envolto pelo abraço da serpente. Ele luta para afastá-las, mas elas vencem os seus esforços e o estrangulam, bem como as crianças, com suas dobras venenosas. Este evento foi interpretado como uma clara indicação do descontentamento dos deuses diante do tratamento irreverente de Laocoonte em relação ao cavalo de madeira, que eles não hesitaram mais em considerar como um objeto sagrado, e se prepararam para levá-lo para a cidade com as devidas homenagens. E isso foi realizado com canções e aclamações de triunfo, e o dia foi encerrado com muita festividade.

À noite, os homens armados que haviam sido colocados dentro do corpo do cavalo, ao serem soltos pelo traidor Sinon, abriu os portões da cidade para seus amigos, que haviam retornado sob o manto da escuridão. A cidade foi incendiada, e as pessoas, vencidas pelos festejos e pelo sono, foram mortas pela espada, e Troia foi completamente subjugada.

Um dos grupos de estátuas mais celebradas em nossa época é o de Laocoonte e seus filhos sendo abraçados pelas serpentes. Uma destas estátuas está no Ateneu de Boston, sendo que a original está exposta no Vaticano, em Roma. Os versos seguintes foram extraídos do poema "Childe Harold" de Lord Byron:

"Dirigindo-se ao Vaticano, poderemos ver
A dor honrosa e torturante de Laocoonte,
O amor de um pai e a agonia de um mortal
Combinadas com a paciência de um imortal, --
Uma luta vã! e inútil contra a força da serpente
Prendendo e intensificando o abraço do dragão
Esmagando o velhinho, numa longa corrente de venenos
Prendendo os fios de vida, a áspide gigante
Reforça a dor excruciante e sufoca incessantemente."

Os poetas cômicos, também ocasionalmente, fazem uso desses exemplos clássicos. Os versos seguintes foram extraídos da "Descrição de um temporal na cidade" de Jonathan Swift (1667-1745):

"Embalado numa cadeira, está o peralta impaciente,
Quando os pingos de chuva batendo continuamente sobre o telhado,
E sempre com estampidos assustadores
O couro ecoa, tremendo por dentro.
Então, quando os chefões de Troia carregaram o corcel de madeira
Recheados de gregos impacientes para serem libertados,
(Aqueles gregos valentes, que, assim como fazem os modernos,
Ao invés de reverenciarem os líderes, os enfrentam),
Laocoonte, com uma lança, bate por fora,
E cada campeão aprisionado treme de medo."

O rei Príamo viveu para ver a derrocada de seu reino e foi morto naquela última noite fatal, quando os gregos tomaram a cidade. Ele se armou e estava se preparando para se misturar aos combatentes, mas foi impedido por Hécuba, sua idosa rainha, e se refugiou com ela e suas filhas qual suplicante no altar de Júpiter. Enquanto estava lá, Polites[3], seu filho mais jovem, que estava sendo perseguido por Pirro, filho de Aquiles, entrou ferido até onde estavam, morrendo aos pés de seu pai, ao que Príamo, vencido pela indignação, atirou com suas mãos fracas, a lança sobre Pirro, [4] que foi morto por ele.

A rainha Hécuba e sua filha Cassandra foram levadas como prisioneiras para a Grécia. Cassandra era amada por Apolo, e ele a presenteou com o dom da profecia, mas, posteriormente se ofendeu com ela, desabilitou o efeito da profecia ordenando que suas previsões jamais deveriam ter credibilidade. Polixena, a outra filha, e que era amada por Aquiles, foi exigida em troca da alma desse guerreiro, e sacrificada pelos gregos junto do seu túmulo.

Menelau e Helena[editar]

Triunfo de Aquiles, arrastando o corpo de Heitor
pintura de Franz von Matsch (1861 - 1942)

Nossos leitores certamente estarão ansiosos para saber sobre o destino de Helena, a razão justa, porém, censurável por tanta matança. Durante a queda de Troia, Menelau recuperou a posse de sua esposa, que não havia deixado de amá-lo, embora ela tivesse cedido aos poderes de Vênus e o abandonado por outro. Depois da morte de Páris, ela ajudou secretamente os gregos em diversas ocasiões, e em particular quando Ulisses e Diomedes entraram na cidade, disfarçados para roubarem o Palladium. Ela viu e reconheceu Ulisses, mas guardou o segredo e até mesmo os ajudou a encontrar a imagem. De modo que ela se reconciliou com seu marido, e eles então, foram os primeiros a deixar o litoral de Troia e partiram para sua terra natal. Porém, tendo sido desfavorecidos pelos deuses, eles foram arrastados por tempestades de uma praia a outra do Mediterrâneo, tendo visitado o Chipre, a Fenícia, e o Egito. No Egito, eles foram gentilmente recebidos e homenageados com ricos presentes, dos quais a parte de Helena era um carretel de ouro e um cesto com rodas. O cesto era para guardar a lã e as bobinas para o trabalho da rainha.

O poeta George Dyer (1755–1841), em seu poema sobre o "O Velocino" assim se refere a este episódio:

"... muitos ainda se prendem
À antiga roca, presa ao peito,
Fazendo o eixo girar enquanto caminham.
E isso foi no passado, em dias inglórios,
A maneira de fiar, quando o príncipe egípcio
Ofereceu à bela ninfa uma roca de ouro
À Helena, sempre bela, um presente delicado."

John Milton também se refere a essa conhecida fórmula para uma bebida revigorante, chamada Nepente, que a rainha do Egito ofereceu a Helena:

"Não aquela Nepente que a esposa de Thone
No Egito ofereceu à Helena, filha de Jove,
Que com tal poder provoca um regozijo como este,
Tão proveitoso à vista, ou à sede tão refrescante."
--Comus.

Menelau e Helena finalmente chegaram sãos e salvos a Esparta, investiram-se de sua dignidade real, e viveram e reinaram com esplendor, e quando Telêmaco, o filho de Ulisses, em busca de seu pai, chegou a Esparta, ele encontrou Menelau e Helena celebrando o casamento de sua filha Hermíone com Neoptólemo, filho de Aquiles.

Agamemnon, Orestes e Electra[editar]

Odisseu e Polifemo.
pintura de Arnold Böcklin (1827–1901)

Agamemnon, o general-em-chefe dos gregos, e irmão de Menelau, que tinha sido trazido até a discussão para vingar os agravos contra seu irmão, e não os próprios, não teve tanta sorte na questão. Durante sua ausência, sua esposa Clitemnestra tinha sido infiel para ele, e quando souberam que ele estava para voltar, ela com seu amante, [:w:Egisto|Egisto]], criaram um plano para destruí-lo, e o assassinaram na festa oferecida para celebrar o retorno dele.

Pretendiam os conspiradores matar também seu filho Orestes, um jovem, sem idade o bastante para ser objeto de preocupação, mas que, caso chegasse à idade adulta, poderia representar algum perigo. Electra, a irmã de Orestes, salvou a vida de seu irmão enviando-o secretamente até seu tio Estrófio, rei de Fócida. No palácio de Estrófio, Orestes cresceu com o filho do rei Pilades, e formou com ele uma grande amizade, com reconhecimento geral. Electra frequentemente lembrava seu irmão através de mensagens sobre o direito de vingar a morte do pai, e ao se tornar adulto ele consultou o oráculo de Delfos, que reafirmou a ele sobre o plano. Ele então, se dirigiu disfarçado até Argos, fingindo ser um mensageiro de Estrófio, que tinha vindo para anunciar a morte de Orestes, tendo trazido as cinzas do falecido em uma urna funerária. Depois de visitar o túmulo do pai e de nele oferecer o sacrifício, segundo os rituais dos antigos, ele se deu a conhecer à sua irmã Electra, e pouco depois matou os dois: Egisto e Clitemnestra.

Este ato revoltante, o assassinato de uma mãe pelo próprio filho, embora minimizado pela culpa da vítima e por ordem expressa dos deuses, não deixou de despertar no coração dos antigos a mesma repulsa que isso causaria em nossos dias. As Eumênides, deusas da vingança, dominaram Orestes, e o arrastaram desvairado de uma região para outra. Pilades o acompanhou em suas andanças e olhava por ele. Finalmente, respondendo a uma segunda pergunta feita ao oráculo, ele foi levado para Táurida, na Cítia, e para que trouxesse dali uma estátua de Diana que diziam ter caído dos céus.

Portanto, Orestes e Pilades foram à Táurida, onde o povo bárbaro estava habituado a sacrificar à deusa todos os estrangeiros que caíssem em suas mãos. Os dois amigos foram apanhados e levados direto para o templo para serem oferecidos em sacrifício. Mas a sacerdotisa de Diana era nada menos que Ifigênia, irmã de Orestes, a qual, nossos leitores se lembrarão, fora arrebatada por Diana no momento quando ela estava para ser sacrificada. Ao constatar quem eram os prisioneiros, Ifigênia, se revelou a eles, e os três fugiram com a estátua da deusa, retornando para Micenas.

Mas Orestes ainda não havia se livrado da vingança das Erínias. Finalmente, ele buscou refúgio em Atenas, com Minerva. A deusa lhe concedeu proteção, e designou a corte de justiça de Areópago para decidir sobre o destino dele. As Erínias fizeram sua acusação, e Orestes apresentou o oráculo de Delfos como sua desculpa. Quando o tribunal decidiu e os votos ficaram empatados, Orestes foi absolvido por ordens de Minerva.

Lord Byron, em seu "Childe Harold," Canto IV., se refere à história de Orestes:

"Ó tu, grande Nêmesis,
Que jamais perdoaste os erros humanos!
Tu que invocaste as Fúrias do abismo,
Para assobiar e uivar ao redor de Orestes,
Pois essa vingança cruel, -- se justa,
Causada por mãos menos próximas,-- assim,
Teu antigo reino, te invoca do pó!"

Uma das cenas mais engraçadas dos antigos dramas é aquele em que Sófocles representa o encontro de Orestes e Electra, quando retornavam de Fócida. Orestes, confundindo Electra com uma das criadas, e desejoso de manter em segredo a sua chegada até que a hora da vingança chegasse, exibe a urna em que se supõe estivessem as suas cinzas. Electra, acreditando que ele estivesse realmente morto, pega a urna e, abraçando-a, expressa a sua dor em linguagem cheia de ternura e aflição.

Eneias foge de Troia em chamas.
pintura de Federico Barocci (1528–1612)

John Milton, em um de seus sonetos, diz o seguinte:

"... Refeita a aparência
de tristeza, o poeta de Electra teve o poder
de salvar as muralhas de Atenas da ruína total."

Essa alusão é uma história, que em certa ocasião, a cidade de Atenas fora dominada por inimigos espartanos, que propuseram a sua destruição, o plano foi rejeitado por decisão acidental, feita por uma pessoa do grupo de Eurípides.

Troia[editar]

Os fatos relativos à cidade de Troia são ainda desconhecidos da história. Os arqueólogos, há tempo que procuram pela cidade verdadeira e alguns registros de seus governantes. As explorações mais interessantes foram aquelas conduzidas em 1890 pelo erudito alemão, Heinrich Schliemann, que acreditava que no monte de Hissarlik, o sítio tradicional de Troia, ele houvesse descoberto a antiga capital. Schliemann escavou bem abaixo das ruínas de três ou quatro assentamentos, cada um revelando uma civilização anterior, descobrindo finalmente algumas jóias reais e outras relíquias que afirmou serem o tesouro de "Príamo." Pesquisadores modernos não concordam com o valor histórico destas descobertas.

Notas e Referências do Tradutor[editar]

  1. A história da invulnerabilidade de Aquiles não é mencionada por Homero, e é, portanto, inconsistente com este relato. Pois, como poderia Aquiles solicitar ajuda do escudo celestial se ele já era invulnerável?
  2. O poeta Alfred Tennyson (1809-1892) escolheu Enone como tema de um curto poema, tendo porém, omitido o aspecto mais poético da história, que era a volta de Páris ferido, sua crueldade e consequente arrependimento.
  3. Polites era um membro da tripulação de Odisseu.
  4. A exclamação de Pirro: "Não é de ajuda como essa, nem de defensores como esses, que o momento exige," se tornou muito conhecida.

Veja também[editar]