Na oração, que desaterra

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No sermão que pregou na Madre de Deos D. João Franco de Oliveyra pondera o poeta a fragilidade humana.
por Gregório de Matos
Poema agrupado posteriormente e publicado em Crônica do Viver Baiano SeiscentistaOs Homens BonsPessoas Muito Principais

Na oração, que desaterra....................................................aterra
Quer Deus, que, a quem está o cuidado...............................dado
Pregue, que a vida é emprestado.........................................estado
Mistérios mil, que desenterra...............................................enterra.
  
Quem não cuida de si, que é terra........................................erra
Que o alto Rei por afamado..................................................amado,
E quem lhe assiste ao desvelado.........................................lado
Da morte ao ar não desaferra................................................aferra.
  
Quem do mundo a mortal loucura..........................................cura,
A vontade de Deus sagrada..................................................agrada,
Firmar-lhe a vida em atadura.................................................dura.
  
Ó voz zelosa, que dobrada....................................................brada,
Já sei, que a flor da formosura...............................................usura
Será no fim desta jornada......................................................nada.