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O Brasil Anedótico/CCXXIII

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Paulo Barreto "Revista da Academia Brasileira de Letras", n° 8, abril de 1912.

Na sua vida de notívago e de boêmio, teve Guimarães Passos, por mais de uma vez, de ser interpelado pelos policiais rondantes. Uma noite, caminhava ele sem destino, quando um guarda o deteve.

Que queres, vérmina humana? interpelou o poeta, descendo da nuvem onde rimava o seu sonho.

Aonde vai assim? insistiu o policial.

"Urbi et orbi!" informou o Guima, num gesto largo.

Como?

"Urbi et orbi!"

"Têje" preso, é que é. Não pode "insurtá" a guarda! protestou o rondante.

E levou-o para a delegacia.