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O Brasil Anedótico/CXXXV

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Leôncio Correia "Correio da Manhã", 17 de julho de 1927.

Era o general Osório ministro da Guerra, quando, tendo-se aberto uma vaga de brigadeiro, levou ao Imperador, em um dos despachos, o decreto promovendo um coronel de brilhantíssima fé de ofício. O soberano deixou ficar o decreto e, no despacho seguinte, recorreu a um subterfúgio qualquer, para evitar a promoção.

Majestade objetou o ministro, o oficial cujo nome apresento como digno do novo posto, é, como homem e como soldado, absolutamente merecedor de respeito. Se, entretanto, Vossa Majestade tem conhecimento de algum fato em contrário, será serviço a mim e ao Exército revelá-lo.

É muito moço... declarou o Imperador, como desculpa.

Pois, melhor, tornou o ministro.

Poderá, mais a miúdo, inspecionar as nossas fronteiras.

Pedro II olhou em torno, e, chegando a boca ao ouvido do ministro:

E dizem que é muito mulherengo...

A essas palavras, Osório desatou a rir:

Mas, isso é até uma virtude, Majestade! Se isso impedisse promoção...

E com os seus modos francos:

Eu ainda hoje seria soldado raso!..