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O Brasil Anedótico/XXVII

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Coelho Neto Discurso na Academia Brasileira de Letras

Começava Patrocínio a ser hostilizado pelos propagandistas da República, que o acusavam de haver abandonado as suas fileiras, lisonjeado pelo beijo que a Princesa dera no seu filho pequeno, quando, num "meeting", o grande abolicionista tentou falar.

O Brasil... ia começando, quando se deteve.

Atribuindo aquela pausa a um estado de decadência, a multidão começou a rir. Patrocínio olhou-a, do alto, e continuou:

O Brasil... que somos nós?

Silêncio absoluto.

Sim; que somos nós? tornou.

E formidável:

Somos um povo que ri, quando devia chorar!