O Garimpeiro/XVII

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O Garimpeiro por Bernardo Guimarães
A Grinalda e o túmulo


Desde pela manhã Lúcia esperava com a mais ansiosa impaciência a vinda de seu amante. Achava-se cada vez mais enleada em cruéis apuros, e todos os dias seu pai a apertava vivamente para que se decidisse a aceitar por marido o negociante que havia solicitado sua mão.

Bem via ela que o horizonte de novo se anuviava e que outra vez o céu ia lhe impor o cruel dever de imolar, desta vez irremissivelmente, o seu amor à felicidade de sua família. Mas desta vez sua alma, ou porque já estivesse cansada de tantos embates e prostrada pelo desalento, ou porque seu amor mais avivado pela presença de Elias e fortalecido pela esperança dominasse despoticamente em seu coração, já não sentia aquela coragem que a tinha sustentado a primeira vez em sua nobre dedicação.

— mas, refletia ela consigo, eu então era só. Não tinha notícias de Elias, que andava por longes terras; não podia saber se ainda amava-me e nem mesmo se era vivo ou morto; podia dispor livremente de meu destino. Mas, agora que ele se acha perto de mim, que sei que vive e vive só para amar-me, e tanto direito tem adquirido ao meu amor, posso eu, sem consulta-lo, sem dizer-lhe uma palavra, sacrificar o meu futuro, que é também o dele, a um pesar eterno?... oh! não! certo que não!... eu atraiçoaria o amor que me consagra e a confiança que em mim tem, e mereceria bem que de novo me desprezasse e amaldiçoasse.

Tranqüilizada um pouco por este subterfúgio que lhe sugeria a sua consciência de amante, Lúcia se escusava para com seu pai com algumas evasivas, procurando ganhar tempo até que tivesse ocasião de achar-se com Elias para de acordo com ele resolver o terrível dilema em que estava empenhado o futuro de ambos.

Mas o sol já descaía muito de meio-dia e Elias não se apresentava. A posição de Lúcia tornava-se cada vez mais triste e aflita e recresciam as instâncias, rogos e ameaças de seu pai, que nesse dia assentara de levar ao último extremo a resignada paciência e submissão de sua filha.

Os homens de alma fraca e espírito acanhado, quando de ricos que eram caem em estado de pobreza, tornam-se irritáveis, intolerantes, injustos e até às vezes cruéis. O rancor de que se acham possuídos contra o destino que os maltrata e do qual não se podem vingar, eles o desabafam contra as pessoas que com eles vivem e lhes são sujeitas. O Major, encolerizado com as delongas e hesitações de Lúcia, perdeu aquela prudência e bonomia que sempre o caracterizava, e, calcando aos pés o decoro e o respeito que sempre guardava para com os sentimentos de sua filha, acabrunhou-a com um montão de impertinentes repreensões e cruéis exprobrações:

— Filha indócil e caprichosa!... bradava ele em acessos de cólera, que não sabes sacrificar uma paixãozinha indigna e ridícula aos verdadeiros interesses e ao sossego e felicidade de minha velhice... pensa acaso que não estou percebendo que ainda traz arraigada no coração essa afeição vergonhosa por esse pobre diabo, que aí anda à toa sem eira nem beira, e que tem sido constantemente o fantasma perturbador do meu repouso e da felicidade de minha família! Se nesta desgraçada terra houvesse polícia e um recrutamento em regra, não andariam por aí passeando livremente esse e outros vadios dessa laia, que não têm outra ocupação mais do que perturbar a paz das famílias!... Ah! nunca pensei que a minha filha querida, que eu criei aos meus braços e ao meu colo, com tanto esmero e tanto mimo, viesse amargurar-me assim o resto de meus dias!...

E Lúcia, a pobre Lúcia, com os olhos baixos e coberta de vergonha, ouvia toda aquela explosão da cólera paterna, trêmula e transida de horror, como quem ouve o estalar da trovoada, e só respondia com lágrimas e soluços. Seu coração já não tinha forças para resistir a tão rudes embates; forçoso lhe era curvar-se a esse novo sacrifício que o coração repelia, mas a consciência aconselhava.

Levada ao último extremo pelas cruéis e duras palavras do Major, Lúcia, com a fronte rubra a um tempo de pejo e de indignação, com o coração a transbordar de amargura e desespero, atirou-se aos pés de seu pai.

— Eis-me aqui, meu pai!... bradou com voz rouca e cortada de soluços. Eis aqui, não a sua filha, mas a sua escrava. Faça dela o que bem lhe aprouver!

Nesse momento ouve-se o tropel de um cavaleiro que apeia-se e bate à porta. Esse incidente correu o pano sobre aquela triste e dolorosa cena; Lúcia levantou-se enxugando à pressa as lágrimas e procurando compor o rosto transtornado pelas cruéis emoções do momento. O Major foi tranqüilamente abrir a porta que da rua ou da estrada dava imediatamente para a pequena sala em que se achavam; mas empalideceu ao reconhecer no visitante o mancebo contra o qual há poucos instantes a cólera lhe tinha feito vomitar os mais injuriosos impropérios. Elias, graças ao bafejo extraordinário que recebera da fortuna à cabeceira de seu camarada moribundo, apresentava-se com ar altivo e resoluto; dir-se-ia que ouvira as injúrias de que há pouco fora o alvo, e delas vinha exigir pronta satisfação. Mas, não era nada disso.

Elias, depois de ter dado com minucioso cuidado as necessárias providências para que se fizesse o enterro a seu velho camarada com a possível decência, montou de novo a cavalo, e sem ao menos parar na casa de sua velha enfermeira, dirigiu-se a toda a pressa à choupana do Major. Já não eram precisas as entrevistas furtivas; os tímidos e ocultos manejos já não tinham lugar. Era tempo de apresentar-se francamente e declarar sem dissimulação as suas pretensões.

Quando Elias se apresentou ao limiar da porta, Lúcia não pôde conter um grito de surpresa. O Major recuou um pouco desconcertado, murmurando consigo: este homem... ! meu Deus!... este homem é como um espectro que surge sempre diante de mim em ocasiões destas. Depois, recuperando o sangue-frio, cumprimentou cortesmente e disse-lhe:

— Oh! senhor Elias, muito me honra a sua visita... mas, desculpe-me a franqueza, continuou com sorriso sardônico, não posso dissimular-lhe que nesta ocasião ela não me parece de muito bom agouro.

— Não?... sinto muito, senhor Major; mas não admira que eu, que sempre tenho sido infeliz, não possa agourar senão desgraças. Mas agora... não sei qual possa ser o motivo...

— Não se lembra que a última visita com que me honrou, foi em vésperas de casar-se minha filha Lúcia?...

— Oh! se me lembro!... perfeitamente.

— E lembra-se também que esse casamento se desfez de um modo bem triste?...

— Como se fosse hoje, senhor Major...

— Pois bem; e agora que estou de novo em vésperas de casa-la, eis que me aparece a sua visita. Sou algum tanto supersticioso e não deixo de ficar um pouco apreensivo...

— E não é sem fundamento a sua apreensão, senhor Major. Já que me fala com tanta franqueza, permita-me que lhe retribua na mesma, e fique sabendo que o meu aparecimento hoje em sua casa não está longe de ser o anúncio de um novo desmancho de casamento.

— Deveras, senhor Elias! ? exclamou o Major com um sorriso que exprimia a um tempo estranheza, desdém e zombaria. Deveras! então ainda desta vez espera que temos pela barba algum moedeiro falso?...

— Pouco importa, retorquiu Elias sorrindo. Se não é moedeiro falso, o noivo de agora não deixa de ser um usurpador que pretende roubar o que lhe não pode pertencer. Da primeira vez foi a polícia quem se encarregou de desmanchar o casamento; desta vez, porém, serei eu mesmo.

O Major estava pasmo, e não sabia o que pensar da audácia e impavidez com que o moço proferia aquelas palavras que a seus olhos eram verdadeiros despropósitos. Estará louco este homem? pensava; ou prevalecendo-se do estado de pobreza e desvalimento em que me acho, vem agora vingar-se insultando-me?...

Lúcia também, entre atônita e contente, não podia bem atinar com a significação daquele inesperado incidente, e ardia por ouvir da boca de Elias a explicação de tão extraordinário procedimento; mas não lhe ficando bem dirigir-lhe a palavra, o interrogava com os olhos, onde reluzia a mais ansiosa e viva curiosidade.

— seguramente, replicou o Major depois de um instante de silêncio, o senhor está gracejando; mas permita-me que lhe advirta que nem a ocasião nem o assunto são próprios para zombarias.

— Perdão, senhor Major!... não zombo, nem sou capaz de zombar de ninguém em negócio tão melindroso. Repito-lhe que venho desmanchar um casamento, porque venho aqui de propósito para pedir a mão de sua filha para outra pessoa que tem mais direito a ela do que esse pretendente com quem a quer casar, e que em ponto nenhum lhe é inferior.

O assombro do Major crescia de ponto, ao mesmo tempo que se aumentava o contentamento de Lúcia, que começava a entrever o desfecho daquela cena.

— Então o senhor, prosseguiu o Major pausadamente e carregando nas palavras; então o senhor veio à minha casa de propósito para embargar o casamento de minha filha com a pessoa a quem eu quero dá-la?... Deveras meu senhor? o senhor mesmo?...

— Sim, senhor! eu mesmo! repetiu Elias com segurança.

— E quem lhe dá esse direito?...

— Perdão; não venho exigir; venho pedir.

O Major hesitou um momento na resposta que devia dar; passou a mão pelas barbas grisalhas e respondeu:

— se vem pedir, o caso é diferente... Todavia, por mais que o senhor me diga isto, me parece uma farsa, e acabemos com ela, eu não posso por modo algum faltar à minha palavra já comprometida com outra pessoa.

— E a senhora D. Lúcia?... não conta com ela? desculpe-me a pergunta. Dizendo isto, Elias fitava os olhos em Lúcia.

— Não posso deixar, respondeu o Major, de estranhar o desembaraço com que o senhor se intromete nos negócios de minha família; contudo devo declarar-lhe...

O Major ia responder que sim; mas Lúcia fixou-lhe um olhar, que parecia dizer-lhe: não minta. O Major prosseguiu algum tanto embaraçado:

— Devo declarar-lhe que ela, infalivelmente, dará o seu consentimento; tenho disso certeza.

Elias olhou para Lúcia; esta lhe fazia com a cabeça um sinal negativo.

— Que certeza tem disso, senhor Major? já a consultou?

— tenho toda a certeza. Demais, já que começamos a explicar-nos com toda a franqueza, continuemos da mesma sorte: não desfazendo em nenhuma outra pessoa, o noivo a quem destino minha filha é um moço muito distinto, ativo e inteligente, e já possui alguma coisa; aqui pela Bagagem não conheço outro que esteja em melhores, nem mesmo em iguais condições. Poder-se-á dizer outro tanto desse que a pretende, e que julgais com mais direito de que o outro? Estamos pobres como sabe; por mim, que já pouco tenho a viver, pouco me importaria a pobreza. Mas custar-me-ia muito resignar-me a ver minha Lúcia sofrer as privações da pobreza, podendo dar-lhe uma posição mais cômoda e brilhante na sociedade. Seria uma crueldade que nunca me perdoaria a mim mesmo.

— Tem razão de sobra, senhor Major; nem vou contra isso. Então é muito rico esse moço?... quanto possuirá ele pouco mais ou menos?

— Principiou a negociar há pouco tempo, e já possui talvez mais de vinte contos livres. Aqui para o sertão não é mau começo.

— E se esse outro, que também pretende a mão de sua filha, possui tanto ou mais do que isso?

— Embora!... a minha palavra é sagrada; não é motivo bastante para eu falar a ela.

— mas, senhor Major, sua filha ainda não deu palavra ao noivo que lhe quer dar. E suponhamos que ela já tivesse hipotecado sua palavra e seu amor a este de quem lhe falo, e que fosse o noivo da escolha de seu coração?

— Ah! nesse caso... eu sei? mas... acabemos com este mistério; quem é esse pretendente?... onde está esse noivo?

— Pergunte-o à sua filha, senhor Major; ela, tanto como eu, lho poderá dizer.

Lúcia corou extraordinariamente e baixou os olhos.

— Ah!... exclamou o Major como acordando de um sonho, não é preciso que me digam nada; já o adivinhei!... é o senhor mesmo.. mas será possível?

— Sim, senhor Major; o senhor o disse; sou eu mesmo. O que acha nisso de estranho?

— Nada... O que somente me maravilha e não posso conceber é que o senhor, que ainda ontem era tão pobre como eu me vejo agora, pudesse de um dia para outro adquirir uma fortuna...

— Caiu-me do céu, senhor Major; posso assim dizer. E não foi para mim que o céu a enviou, foi para sua filha, que é um dos seus anjos, que o céu a enviou. Era para ela que eu há muitos anos, com esforços e diligências inauditas, a procurava. A caprichosa fortuna de um dia para outro o reduziu à pobreza, quis também de um momento para outro tornar-me rico. Foi uma compensação, senhor; e o céu quer que este pouco que agora a fortuna me concede seja consagrado a tirar da miséria a família a quem ela tão cruelmente despojou.

— senhor Elias, disse o Major comovido, desculpe-me... eu tenho sido vítima de tantas decepções, de tantas manifestações neste mundo...

— Compreendo, atalhou o moço, duvida ainda do que eu digo. tem muita razão, senhor Major. Quer uma prova, não é assim! Ei-la aqui.

Dizendo isto, Elias tirou do bolso um pequeno embrulho, e o entregou ao Major.

— Bem vê, acrescentou ele, que só o jogo, o testamento ou o garimpo nos podem tornar ricos de um dia para outro.

— São na verdade magníficos brilhantes, disse o Major depois de abrir o embrulho. Só aqui, há um valor de muito mais de vinte contos.

— E a lavra de onde saíram ainda não está esgotada, disse Elias.

— Já vejo que o céu os destinava um ao outro, e de maneira nenhuma me posso opor ao vosso casamento, visto que as coisas tocadas pela mão de Deus se encaminham de modo tão visível para esse fim. Não me é preciso perguntar a Lúcia se consente nesse casamento. Há muito sei de vossa mútua afeição, e que era a causa da repugnância de Lúcia em aceitar outros enlaces. O céu me é testemunha de que eu dentro d’alma, não desaprovava esse amor, e que sempre fiz justiça às suas qualidades e bons sentimentos, senhor Elias. Mas este mundo, esta sociedade tem tais exigências... eu também, eu que em minha vida singela e uniforme nunca sondei o oceano das paixões humanas, não podia conhecer todo o alcance de tal amor, e pensava, insensato que eu era! que contrariando os afetos de minha filha, procurava-lhe a verdadeira felicidade. Mas espero, meus filhos, que me perdoarão e não me quererão mal por isso.

— Esqueçamos o passado, senhor Major, esse passado, que para nós ambos tem sido bem triste e bem cheio de transes de amargura. Tinha um motivo justo de proceder assim, eu o reconheço; e tanto o reconheço que ainda hoje, ao levantar-me do leito onde passara a noite em lágrimas, torturado de angústias e o desalento n’alma, vendo-me pobre, sem futuro e sem esperança depois de mil vãs tentativas e desesperados esforços para adquirir algumas coisas, parti para aqui com a firme resolução de renunciar para sempre ao meu amor e a todas as minhas esperanças de felicidade, desligar-me de todos os juramentos e protestos que nos dias de esperança fizera à sua filha e com o meu exemplo e minhas palavras aconselha-la, alenta-la, para que se resolvesse a aceitar o esposo que podia ampara-la neste mundo, e esquecesse o desgraçado que não podia servir senão de estorvo à sua felicidade e à de sua família.

— Que belo e generoso procedimento! exclamou o Major, já sinto-me orgulhoso em o ter por genro.

Lúcia, sem dizer palavra, olhava fixamente para Elias com os olhos nadando em ternura e em arroubos de felicidade.

— mas o céu se condoeu de nós, continuou, e no curto caminho do Comércio de baixo para aqui, a fortuna por um modo extraordinário sorriu-me junto ao leito de morte de um pobre velho, e encontrei num momento e sem procurar aquilo que há tanto tempo procurava em vão com esforços inauditos. Esqueça-se do passado, senhor Major, e abençoe o nosso amor; eu também de tudo me esquecerei, e pode ficar certo que encontrará em mim um filho submisso e afetuoso, e suas filhas, uma um marido terno e extremoso, e outra um irmão dedicado.

O Major, comovido, no íntimo do coração pelo generoso procedimento e pelas nobres palavras do mancebo, lançou-se em seus braços.

— sejam felizes, exclamou com lágrimas nos olhos, sejam felizes, meus filhos!... o céu abençoe o vosso amor.

Logo desde o dia seguinte Elias tratou de empregar toda a diligência para descobrir a mina indicada por seu velho camarada no leito de morte. No fim de alguns dias de pesquisas, com bastante trabalho e paciência, descobriu-a enfim no fundo de um grotão escuro e coberto de espessa mata. Não havia trilho algum que lá conduzisse. O velho e astuto caboclo mui de propósito tinha tido o cuidado de não deixar vestígio algum por onde pudesse ser descoberto o tesouro que não queria que pertencesse a mais ninguém senão a seu jovem patrão. Elias imediatamente deu serviço e o resultado não desmentiu as palavras do velho caboclo. Em poucos dias ele tinha quadruplicado o legado que na hora da morte recebera das mãos do fiel e dedicado Simão. Mas, coisa singular! logo depois a lavra se esgotou, e por mais serviços que dessem, ninguém conseguiu descobrir o mínimo diamante. Dir-se-ia que a providência tinha ali depositado aquele pequeno tesouro unicamente para servir de recompensa à virtude daqueles dois fiéis e dedicados amantes.

Quinze dias depois do acontecimento que teve lugar na pequena choupana do Major, na pequena e única capelinha que então havia na Bagagem, celebrava-se um casamento sem pompa alguma e com a maior simplicidade; mas o júbilo e contentamento que se irradiava na fisionomia dos noivos e de todos que presenciavam aquela solenidade, davam-lhe um ar festivo e anunciavam que era um casamento feliz. Era com efeito um simpático e formoso par, digno de todas as venturas da terra e de todas as bençãos do céu.

Ao saírem da igreja, os noivos, separando-se da comitiva que os acompanhava, desviaram-se para um lado da igrejinha, e encaminharam-se para uma cova que ali se havia recentemente aberta, junto à qual havia também uma cruz nova de madeira.

Ajoelharam-se junto dela, e nessa postura estiveram rezando por algum tempo. Ao levantarem-se, a moça despregou o mais lindo ramo de sua grinalda de noiva e o depositou em um dos braços da cruz; no outro o marido colocou um ramalhete de perpétuas e saudades. E o povo que, cheio de interesse e admiração, contemplava aquela nobre e tocante cena, bendizia-os de todo o coração.