Oh, quanta divindade, oh quanta graça

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Oh, quanta divindade, oh quanta graça,
Menino, em vosso vulto sacro, e belo
Infunde a mão de tal gentil modelo,
Inspira o Autor de tão divina traça!
  
Se o tempo aos mais vultos desengraça
Na vossa Imagem não deslustra um pêlo:
Reverente o tratou com tal desvelo,
Que o que eleva menino, velho embaça.
  
Quanto a idade usurpa de beleza
Nos que somos mortais, paga em respeito,
Venerações, que atrai a antiguidade.
  
Mas de vossa escultura a gentileza
Tem trocado do tempo o edaz efeito,
Venera-se a beleza, ama-se a idade.