Os Pinos

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Que dizem os rumorosos
na costa verdejante
ao raio transparente
do plácido luar?
Que dizem as altas copas
de escura agulha arpada
com o seu bem compassado
monótono fungar?

Do teu verdor cingido
e de benignos astros
confim dos verdes castros
e valoroso chão,
não dês a esquecimento
da injúria o rude rancor;
desperta do teu sono
lar de Breogán.

Os bons e generosos
a nossa voz entendem
e com arroubo atendem
o nosso ronco som,
mas só os ignorantes
e feridos e duros,
imbecis e escuros
não nos entendem, não.

Os tempos são chegados
dos bardos das idades
que as vossas vaguidades
cumprido fim terão;
pois, onde quer, gigante
a nossa voz pregoa
a redenção da boa
nação de Breogán.