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a carne


Lenita, desapontadíssima, mirava-o com uma curiosidade dolorosa.

—Minha senhora, continuou ele, sinto imenso que vossa excelência tenha esperado por mim para jantar, e que a minha negregada enxaqueca prive-me hoje do prazer de sua companhia. Queira conceder-me licença.

E varou para o interior, sacudidamente, brutalmente, fazendo soar as esporas, deixando no assoalho as marcas úmidas das botas enlameadas. O coronel acompanhou-o.

Lenita recolheu-se ao seu quarto, bateu as janelas, não quis jantar, não quis cear, respondeu quase com desabrimento ao coronel, que insistia com ela para que fosse à mesa comer uma asa de frango, uma talhadinha de presunto, algum doce ao menos.

Sacou do peito com violência as