Página:A Guerra de Canudos.djvu/134

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
116
A Guerra de Canudos

A posse da Favella foi conseguida palmo â palmo, entre renhida fuzilaria; mas os jagunços, não pretendendo ali constituir o principal ponto de defeza, iam-se retirando, acossados pelas cargas de baionetas e pelos fogos dos atiradores. Deste modo, ás 6 horas da tarde, estava a posição occupada pelos 25.° e o 5.° de artilharia, tambem protegido pela ala de caballaria. Estando prompto para agir, o 5.° regimento enviou sobre o arraial 21 granadas, em salva, determinada pelo commandante da brigada, o coronel Olimpio do Silveira e dirigida pelo major Luiz Barbedo, commandante do regimento. Os generaes Arthur Oscar e Silva Barbosa assistiram ao combate do ponto mais desabrigado, onde estava postada a artilharia; o commandante em chefe ali conservou-se até a noite, quando cessou o combate, entretanto substituido pelo tiroteio, espaçado e pouco intenso.

A' 1 hora da madrugada, chegou o canhão 32, sendo posto em bateria, prompto a romper o fogo. Ao romper do dia 28 chegaram também a bateria tiro-rapido, sob ocommando do capitão Affonso de Carvalho e a 1.ª brigada, que tomaram posição no flanco direito, reforçando a 2.ª; a bateria foi postada á direita do 5.° e, ao amanhecer, todas as forças estavam promptas para combate.