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A Guerra de Canudos

quaes constituiriam uma brigada, que, em virtude da portaria de 14 de Julho, devia seguir afim de guardar as communicações entre Monte Santo e Canudos. (Ordem do dia n. 859).

Para commandala foi designado o general de brigada Miguel Maria Girard.

Como é de praxe, os officiaes dos corpos foram se despedir do Ministro da Guerra. Este, o Marechal Bittencourt, ao se lhes apresentarem os do 24°, assim fez-se ouvir: "Peço aos meus camaradas mandarem noticias de Canudos, porque o Governo não as tem. Sabe apenas da chegada de uma brigada[1] á Monte Santo. Estes batalhões vão por deliberação do governo, mas não requizitados pelo general Arthur."

D'ahi, talvez se poderá inferir que o governo realmente ignorava o que se passava em Canudos; entretanto, é veridico que o general em chefe, ao requisitar o reforço em questão, pol-o ao facto do que lá occorria.

Tambem é certo que a brigada auxiliar, ou Girard, como depois alcunharam-na, partiu do Rio entre enthusiasticos victores dos patriotas, anciosos pelo termo da lucta. Os corpos eram respectivamente commandados: o 22° pelo co-

  1. A 1ª que fora até Monte Santo procurar viveres.