Página:A Patria Brazileira.djvu/157

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Seguindo adeante a expedição paraguaya, apodera-se ainda de Miranda, Corumbá e Albuquerque, como uma verdadeira turba de bárbaros, saqueando e devastando!

Organizada então a resistência, partem de Coxim 2.500 homens, sob as ordens do Coronel Galvão, substituído mais tarde pelo Coronel Carlos Camisão, conseguindo avançar até Laguna, de onde, em 8 de Maio de 1866, por innumeras diíRculdades invencíveis, resolveram retroceder.

«Essa retirada», diz um historiador, «feita por uma região devastada, sob o fogo incessante do inimigo, que voltava ao encalço dos expedicionários, e sob o látego cruel do choUra-mortiís, é um dos episódios mais dolorosos da guerra com o Paraguay».

O Visconde de Taunay, de quem já vos fizemos referencia, distincto engenheiro militar, descreve, como testemunha de vista, em um ccmmovente livro, denominado — A reiii ada da Laguna —, esse dolorosíssimo, mas heróico, episodio de nossas armas.

Só mais tarde foi Matto-Grosso libertado da vandalica invasão por esforços inesquecíveis de Couto de Magalhães, Presidente nomeado para aquella Província, de cujo valor e energia tudo confiara o Governo.

A invasão do Rio Grande do Sul, como já dissemos, em Junho de 1865, terminou em 18 de Setembro de 1866, com a rendição de Urugiiaijana ás forças brazileiras, entregande-se prisioneira a expedição paraguaya que alli se encontrava.


Não tendo Lopez conseguido a acquiescencia do Governo da Republica Argentina, para atravessar o território respectivo com o fim de atacar o Rio Gande do Sul, invadiu-a por sua vez pelo lado de Corrientes,

A esse tempo, já contava o Brazil com a amizade do novo′ Governo do Uruguay, após as peripécias alli havidas e que determinaram, em 20 de Fevereiro de 1865, sob a acção diplo