Página:A Patria Brazileira.djvu/370

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Segui a mesma manobra contra o segundo, que era o Marquez de Olinda (*), e contra o terceiro, que era o Salto, e a todos elles inutilisei.

O quarto vapor, contra o qual arremessei, o Paraguay, recebeu tal rombo no costado e caldeiras que foi encalhar em uma ilha em frente, para a qual fugiu sua gente, abandonando-o.

Em seguimento aproei a uma das baterias fluctuantes que foi logo a pique com o choque e um tiro.

Todas estas manobras foram feitas pela Amazonas debaixo do mais vivo fogo, quer dos navios e chatas, quer das baterias e mosquetarias de terra. A minha intenção era destruir por esta forma toda a esquadra paraguaya antes que encalhássemos em movimentos de subida e descida. Mas os quatro restantes, vendo a minha manobra e resolução de aproalos a todos, tentaram fngir rio acima.

Concluída esta faina pelas quatro horas da tarde, tratei de tomar as chatas, as quaes eram logo abandonadas assim que eu delias me approximava, saltando suas guarnições ao rio e fugindo a nado para terra, que estava próxima

A Belmonte recebeu taes rombos abaixo do lume d′agua que teve de encalhar para não ir a pique! Já estou tratando dos primeiros concertos necessários. Infelizmente o Jequitmlionlia ficou encalhado em logar onde da bateria de terra se lhe fazia vivo fogo, que foi correspondido.


Só ao pôr do sol diminuiu o fogo, talvez por terem acabado as munições do inimigo.»

Nesse memorável feito, a maior e mais brilhante batalha naval travada até hoje na America do Sul, nossos navios conquistaTam immarcesciveis louros para a Nação Brazileira, e a respeito diz muito bem Mattoso Maia, em suas Lições de Hisloria do Brazil:

«A abordagem da Paniahjha por três vapores paraguayos, a resistência intrépida do Jeqiiithihonlui., encalhado de baixo da bateria inimiga repellindo varias abordagens, a impassibilidade heróica do Comman-

  • V.ij)ôr br;i/.ileiro fi|irision;ido, cm Assumpção, pelo Diclador do Paraguay, antes da

declaiarão de guerra. (Vid. pagina 138.)