Página:A maçonaria e os jesuitas.djvu/31

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« Nada de dogmas, diz o irmão Potwin, nada de jugo nem de tyrannos, nada de Messias. »[1]

« O culto da natureza, diz o irmão Ragon, é o alvo da Maçonaria. »[2]

« Os maçons, diz o irmão Proudhon, não têm altares, simulacros, sacrificios, orações, sacramentos, graça, mysterios, sacerdocio, profissão de fé, nem culto. »[3]

Não se póde ser mais claro, mais explicito, nem mais positivo!

Quereis ainda auctoridades ?

Pois bem : fallem agora os oráculos da seita, as Lojas. Eis o impio programma que, em 1866, adoptaram as Lojas—Perfeita Intelligencia e Estrella, do Grande Oriente de Liége, e mais a Loja dos Philadelphos, do Grande Oriente de Londres:

« Subtrahir a humanidade ao jugo dos padres;

« Substituir a fé pela sciencia;

« Crear as austeras satisfações da consciencia, pelo bem que se haja feito, em lugar das pomposas esperanças de recompensas celestes;

« Desviar do espirito a vã preoccupação de uma vida futura e o fetichismo de uma providencia prompta a soccorrer todas as miserias;

« Realisar a justiça em vez de promettel-a n’um mundo incognito:

« Taes são as nossas e vossas tendencias. »[4]

  1. Ibidem.
  2. Curso phil.
  3. De la justice dans la Révolution et dans l’Eglise.
  4. Neut. t. 2. p. 206.