Página:Ao correr da pena.djvu/242

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Se o Sr. Ministro da Justiça quer fazer uma obra meritória, é dar a estes estabelecimentos um fim caritativo e de beneficência pública. O que lucra o país com ter uma casa para algumas doceiras presentearem as pessoas de amizade?

Ao contrário, se estes estabelecimentos pudessem criar mulheres como as Irmãs de Caridade, é fácil prever as vantagens que deles nos resultariam.

Demos um salto; e suponhamos que é chegado o domingo de Ramos, tempo em que já se pode tratar de coisas profanas. O Cassino não nos pretende dar bailes este ano?

Num tempo de tantas graças, acho que esta é demais; porém, se tal é a sua tenção, avise-nos, porque, com a febre de companhias que há, num momento se organizará uma empresa para bailes.

Vai criar-se uma de seguro geral. Não há nada melhor. Muito sujeitinho pretende segurar-se contra o casamento: os maridos vão segurar a vida da mulher na esperança de perder. De um finório sei eu que, acendendo uma vela a Deus e outra a Satanás, se propõe a segurar a oposição e o ministério; a dúvida é quanto à primeira, se aparecerá seriamente; e quanto ao segundo, se a companhia o aceitar.

Eu, se fosse a companhia, aceitava com algumas cláusulas e reservas, como, por exemplo, repelindo todos os erros... mesmo os de imprensa.

Não sabeis qual o verdadeiro erro de imprensa? Foi o de censurar o tal regimento de custas; foi o de discutir uma obra tão augusta; foi o de se ter animado a defender-se de insultos pagos policialmente.

Basta! nem mais uma palavra. Só agora é que me recordo que o ministério tem estado de dor de cabeça. O Sr. Marquês de Paraná, desde segunda-feira, sofre de uma moléstia de fígado, da qual costuma ser atacado. Felizmente tivemos a satisfação de saber que S. Exª acha-se sensivelmente melhorado.

No meio de todos os contratempos que tendem a embaraçar a marcha regular da justiça no nosso país, apraz-me ver