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des.]] Gubernatis, na Mythologie des Plantes, t. II, p. 81, tambem apresenta uma interpretação mythica.

Na collecção de Maive Stokes, Indian Fairy Tales, n.º XXI, The Bél-princess, ha uma versão oriental d'este conto. — Na Biblioteca de las Tradiciones populares españolas, t. I, p. 109, vem uma versão, La Negra y la Tórtola, colligida no Chili, na povoação de Santa Joanna; traz os estribilhos:

— Hortelanito del rey,
Que hace elrey con su negra mora?
«A veces canta y a veces llora.
— Hui, hui, hui! triste de mi
Por el campo sola.


47. A bengala de dezenove quintaes. — Acha-se este conto na Foz do Douro, com o titulo O homem da espada de vinte quintaes (Contos populares portuguezes, n.º XXI.) Na Revista Occidental, vol. II, p. 329, vem uma outra redacção, de Ourilhe (Celorico de Basto) a que a narradora deu o titulo de O homem da bengala de cem quintaes, ou da bengala de ferro, não reunido na collecção citada, por não ter differenças essenciaes. Ha uma versão andaluza, colligida por Fernan Caballero, Contos populares, p. 51, ed. Leipzig.) Este conto acha-se colligido por Schiefner, nos seus Awarische Texte, n.º II. (Nas Mem. de l'Academie Imperiale des Sc. de Saint Petersburg, VII serie, t. XIX.) O Conto chama-se Orelhas de Urso e é de uma grande importancia para a determinação da origem de uma grande parte das novellas populares europêas, pelas relações entre os ávaros caucasicos com os ávaros mongolicos. A traducção d'este conto acha-se na Revista Occidental, vol. II, de p. 337 a 343. Ha versões d'este mesmo conto na Russia, como se vê pelas collecções de Erlenwein e de Afanasieff, traduzido para inglez no Russian Folk-Tales by Ralston, p. 73-80; e para francez com o titulo de O monstro Norka, por Brueyre. (Contes popu-