Página:Diccionario bio-bibliographico cearense - volume primeiro.djvu/93

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Janeiro, Typ. do Apostolo, Rua Nova do Ouvidor 1870. Brochura de 72 pp., dedicada ao Revd. Conego Dr. M. C. Honorato.

Na dedicatória, que traz a data de 9 de Setembro de 1870, diz o autor que esse trabalho é frudo das vigilias nos campos do Paraguay e servirá para tirocinio dos alumnos, que frequentam uma escola primaria por elle regida na cidade do Crato.


Antonio de Amorim Garcia (B.el) — Filho do ex-inspector da Alfandega do Ceará José Gervasio de Amorim Garcia e de sua mulher D.ª Rita Antunes de Amorim Garcia, nasceu em Fortaleza a 2 de Setembro de 1850.

Seguiu em tenra edade para o Recife em companhia dos paes e após o fallecimento de José Gervasio, facto occorrido quando tinha apenas oito annos, para a capital do Rio Grande do Norte.

Em 1868 completou no Recife os estudos preparatórios e no anno seguinte matriculou-se na Faculdade de Direito, recebendo a 18 de Novembro de 1873 o diploma de bacharel em sciencias juridicas e sociaes.

Nesse mesmo anno, pretendendo consagrar-se á magistratura, seguiu para o Rio de Janeiro, onde lhe era destinada a promotoria da Comarca de Araruama, a convite do respectivo juiz de direito, Dr. João Coelho Bastos e do seu tio major Augusto Carlos de Amorim Garcia, empregado apôsentado do Thesouro e alli residente, mas em chegando entregou-se á advocacia com o Dr. Luiz Antonio da Silva Nunes e Conselheiro Paulino Soares.

Eleito em 1874 deputado provincial pelo Rio Grande do Norte, teve de voltar a essa provinda a tomar assento.

De regresso ao Rio de Janeiro continuou na advocacia.

Em 1875 foi nomeado 2.º Delegado de Policia na Côrte. Era ministro da justiça o Dr. Manoel Antonio Duarte de Azevedo e chefe de policia o Dr. Caetano José de Andrade Pinto.

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