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680 DOM JOAO VI NO BRAZIL

mir de uma feita as questoes de fronteiras entre as duas co- roas: Tratar nao so o fundo da questao da occupagao de todo o territorio do Rio da Prata por Portugal ou por Es- panha, pois essa he huma questao de justiga em que nao te- riamos bom partido, mas a questao subsequente de hum ar- ranjo future e estavel de limites que seria de dezejar que pu- dessemos levar ate a linha do Rio da Prata."

Nem esquecia o ministro de Portugal um lado mais geral ou pelo menos mais europeu, em todo o caso mais po litico da questao, que era o dos inconvenientes contidos em possiveis futuras intervengoes da Santa Allianga, exercendo uma influencia irresistivel sobre todo o mundo: "Hum escrupulo que, com justiga, poderia occorrer, he o de reco- nhecer a especie de Dictadura assumida pelas cinco Poten- cias, esse escrupulo porem pareceme menor seguindo o piano da Espanha de as pedirmos voluntariamente por arbitras, do que esperando, como o propoz a Inglaterra, que Elas mesmas, sem serem chamadas, se metam em nos dictar a Ley."

A Hespanha de resto, ainda que solicitando sua media- c,ao, nao tinha vontade de admittir a referida dictadura. Intencionalmente o gabinete de Madrid reclamara a arbi- tragem de quatro somente das cinco potencias maiores; ex- ceptuara de proposito a Prussia "para nao reconhecer o Tri bunal Supremo que estas Potencias pareciao ter querido es- tabelecer depois da primeira Paz de Paris" (i).

Na sua primeira entrevista com lord Castlereagh, rea- lizada nos ultimos dias de 1816, apoz a entrega da creden- cial, por haver o ministro dos negocios estrangeiros estado algum tempo- fora- -em Mount Steward, na Irlanda Palmella apontara o absurdo de querer a Hespanha obstar a

��(1) Officio reservado de 4 de Dazemibro de 1816, ibid&m.

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