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DOM JOAO VI NO BRAZIL 695

mais para determiner a selecgao do que a sua perspicacia - - , se effectuasse em Londres, onde parecia tambem dever ter lugar a negoclagao entre a Hespanha e suas colonias, ainda mais complicada e difficil.

O pessoal diplomatico agitava-se de todos lados no sen- tido da composiqao de divergencias que, em vez de abran- darem com o estado chronico que ja era o seu, promettiam tornar-se mais agudas e perigosas do que nunca. O trabalho das chancellarias verificava-se aquem e alem-mar. Para acti- val-o no Rio de Janeiro partira em meiados de 1817 o novo ministro hespanhol conde de Casa Flores, no dizer de Palmella "homem de bem, de um caracter conciliador e de maneiras agradaveis e serias, porem de engenho nao agudo e de luzes mediocres". ( I ) So se demorava em seguir o suc cessor de Strangford, Thornton, porque o Ministerio de estrangeiros britannico, segundo informava Palmella, Ihe indicou, que nao dezejava que sua mulher ( cujo caracter altivo e extravagante Ihe cauzou desgostos serios em Suecia) o acompanhasse ao Brazil. Depois de alguma hesitagao consta-me que se sujeitara a condigao que se Ihe im- poem". (2)

Como entretanto a Hespanha concentrasse muitas tro- pas na fronteira da Extremadura com o fim de intimidar mais do que ameagar de verdade Portugal que, pelo que con- fessavam seus Governadores, nao estava entao em estado de resistir-lhe, desfalcadas suas forgas com as embarcadas para o Brazil e muito desorganizado no pe de paz o commissariado, logrou Palmella afinal obter de lord Castkreagh a promessa positiva de escrever ao embaixador britannico em Madrid,

��(1) Officio *:>(;, .-.issimo (If 1 ! <lr .Tu .lio do 1817, no Arch, do Min. tlas R<M. Ext. <L ) Off. cit.

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