Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/155

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


DOM JOAO VI NO BRAZIL 719

A 4 de Outubro, fazendo assim realcar a boa vontade do seu governo - - para o qual entrara o duque de Sao Fer nando, reputado pelo seu espirito de moderacao e cordura, formando contraste com o dos predecessores - - , declarou Fernan Nuiiez que o gabinete de Madrid acceitaria tiatar separada e isoladamente da restituicao de Olivenca, comtanto que esta negociacao nada tivesse a ver com a reoccupacao pela Hespanha da Banda Oriental. Marialva julgou todavia inutil e inadmissivel essa concessao, porquanto o Rei Catho- lico contrahira pelo Acto Geral do Congresso de Vienna a obrigacao implicita de effectuar sem condicoes a retrocessao d aquella cidade portugueza.

For esse tempo ja Palmella, apoz demorar-se em Pariz de Abril a fins de Setembro de 1819, se havia de novo re- tirado para Londres, onde o chamavam affazeres politicos connexos com a questao de Montevideo, e relatives a outros negocios pendentes. Foi por isso Marialva so outra vez quern, a 10 de Outubro, propoz desistir Portugal da indemnizagao pecuniaria - "unico ajuste proficuo a Coroa portugueza que se achava oneroso a Hespanha no projecto de tratado" - si a testa da expedicao de Cadiz partisse na qualidade mesmo de vice-rei um Infante d Hespanha.

Explicito estava comtudo que tal indemnizagao pecunia ria seria facultada pela Hespanha, nao a guisa de compensa- gao da evacuacao do territorio pelas tropas de Dom Joao VI, porque isso equivaleria a admittir ou reconhecer sobre elle direitos que Portugal alias nao pretendia possuir, sim como uma compensagao da vantagem derivada para a Hespanha do facto de receber pacificada pelas armas portuguezas sua colonia rebellada. Convern de resto nunca perder de vista n esta questao que a rebelliao tinha sido a causa determinante

�� �