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720 DOM JOAO VI NO BEAZIL

da intervene^ da corte do Rio, sob pretexto de existir o perigo da insurreigao de Artigas contagiar o Brazil do morbo revolutionary e depois de ter-se a Hespanha recusado a col- laborar com Portugal na extincgao do fcco incendiario.

Nao annuindo outrosim a Hespanha as repetidas de- monstragoes do empenho portuguez em concluir-se um tra- tado que puzesse cobro a desconfianca e incerteza da situacao

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geral creada por aquellas circumstancias entre os dous paizes, e de que Portugal entendia tirar diplomaticamente vanta- gem, depois de a ter militarmente alcangado, annunciou o marquez estribeiro-mor que, na ausencia de uma resposta formal do monarcha hespanhol, o s-eu soberano recobrava a liberdade de acgao.

Era no emtanto, no dizer de Marialva, sincero e bem sincere o desejo da corte portugueza no tocante a ida de um Infante como vice-rei, preludio certo de uma outra realeza americana. Dada a grande probabilidade da separac^ao defi- nitiva das colonias hespanholas - -cuja reuniao a mai patria constituiria ainda para o Brazil a melhor solugao ao entender dos dous plenipotentiaries portuguezes - - parecia preferivel achar-se entao o Reino do Brazil "rodeado de monarquias legitimas que sopeassem a tendencia ao republicanismo que se observa na maior parte das colonias hespanholas da Ame rica, e que o governo dos Estados Unidos nao deixa de pro- mover" (i).

Esta perspectiva, que Marialva appellidava <l luminosa idea provinda da alta mente do nosso Augusto Amo", con- tava com o decidido apoio do duque de Richelieu e tambem do novo ministro dos ncgocios estrangeiros da Hespanha

��(1) Officio de Marialva a Thomas Antonio de 6 de Maio do 1820, ma^o cit. no Arch, do Min. dae Rel. Ext.

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