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DOM JOAO VI NO BRAZIL , 791

daos do mesmo Reino Unido, e que nesta feliz uniao, igua- lando e ligando com os mesmos lacos sociaes os de um e outro contfnente, so deve dividir e separar aos que fomentam tarn perniciosas rivalidades".

D este motive basico apparecem os outros como flores- cencia e, cortados do pe, nao significam bastante para expli- carem a sublevagao, convindo notar que nos ciumes nativis- tas, nem todos de preponderancia politica, que a tradigao consagrava, entravam em nao pequena escala zelos alimen- tados pelos nacionaes dos bens alcangados pela activi dade commercial dos Portuguezes.

Caetano Pinto, que era homem intelligente e se gabava de ser homem de lei, comprehendia perfeitamente quanto eram inevitaveis todos esses ciumes patrioticos e economicos que em torno d elle se agitavam, e philosophava sobre o caso, desculpando-os, em vez de procurar abafal-os pela violencia, o que sabia dever ser contraproducente. A philosophia con- dizia a dmiravelmente com o temperamento pacifico e a calma judicativa do futuro marquez da Praia Grande: com a propria seguranga do Recife pouco se incommodava a sua suprema autoridade, sem tentar mantel-a*com uma me- Ihor policia que cohibisse os frequentes roubos, assaltos e assassinatos, sendo que de ataques de ladroes o governador em pessoa havia sido victima resignada.

Nao admira que, no tocante a conspiraQao que toda a gente sabia estar-se forjando nas lojas magonicas e nos con- ciliabulos patrioticos, em segredo e as escancaras, Caetano Pinto so tarde se resolvesse a agir, tao tarde que o movi- mento ja nao teve summa difficuldade em triumphar. A eco- r.cmia excessiva e a negligencia, em materias de administra- Q^O, do governador de Pernambuco podem portanto ser

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