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796 DOM JOAO VI NO BRAZIL

fortaleza do Brum e ahi se render, desdenhando os elemen- tos de resistencia bem superiores alias aos dos insurgentes que no bairro de Santo Antonio ainda operavam com fra- gmentos de regimentos, sem organizagao e com pouco arma- mento que no Recife mesmo se agrupavam e viram-se dis perses pela ousadia de um dos officiaes rebeldes. Este homem decidido (l) foi quem se apoderou da ponte do Recife quando os Portuguezes se dispunham a cortal-a para me- Ihor defenderem sua causa, isolando-se, de facto abdicando com aquelle gesto a intense de recuperarem a posigao per- dida, da qual os rebeldes logo se assenhorearam por com plete, arvorando sua bandeira improvisada e proclamando sua creagao menos improvisada.

Seguio-se entre a gente boa da cidade, do commercio especialmente, que era todo portuguez, a infallivel deban- dada, movida pelo terror. Estes primeiros emigrados, che- gando a Bahia n uma embarcac.ao que logo se fez de vela e informando o conde dos Arcos do occorrido, pcrmittiram-lhe tomar suas precauqoes : chamar a si a tropa, redo brar de vigilancia, prevenir cada um dos suspeitos da sorte que o esperava si se atrevesse a pronunciar-se, e distribuir procla- magoes realistas que nos parecem hoje ridiculas na sua rhe- torica empolada e affectada vehemencia, mas que foram efficientes, suffocando toda velleidade revolucionaria e pro-

��(1) Mimiz Tavares attribue o feito ao tenente Antonio Ilen- rlques, pelo qual mostra gra,nde parcialidade : Tollenare ao capitao Pedroso, mestigo de certa instrucgao e valente, que deu voz de fogo contra o ajudante de ordens Alexandra Thomaz. N um dos sens in- teressantes y-:.s/(/o.s- Pcntainbm-aims. Os motins de Fev r ereiro o Si-. Alfredo de Carvalho descreve coin exactidao historica e senso do pit- tx>reeco as ulteriores faeaniias, em luctas civis, do indiseiplina do of ficial.

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