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DOM JOAO VI NO BRAZIL 861

trangeiros, contra quern Balk-Poleff, Villalba e Mollerus tinham organizado urn triumvirato, e o representante russo. A desavenca conservou-se alheio o Rei ate o momento em que o diplomata quiz inhabilmente insistir em langar as culpas todas sobre o Ministro e destacar a pessoa do sobe- rano, declaradamente para exaltal-a, n uma irresponsabi- lidade quasi insultuosa pois que implicava da parte do mo- narcha ignorancia dos negocios publicos em andamento, e a admissao de abuses de grave caracter internacional a que se nao extendia plenamente sua auctoridade, da qual era elle muito cioso. Apenas n um regimen constitucional e licito responsabrlizar o ministro e isolar o Rei. Contra Balk- Poleff pesoalmentc, Dom Joao nada tinha ate entao ou nada queria apparentar, tanto que acolheu perfeitamente a inter- vengao bastante descabida e desgraciosa do encarregado de negocios da Hespanha na questao, e nao se mostrou resentido com as primeiras incorrecgoes do embaixador extraordinario, que as foi, porem, accumulando.

"Le Roi naturellement bon, escrevia Maler a Riche lieu, se preta sans violence a accorder ce qu on lui deman- dait, (i) il a avoue meme qu il etait venu en ville un jour dans la croyance que les ordres avait ete donnees en conse quence, mais que le Comte da Barca avait oublie de les f aire expedier ; et c est que la tactique de celui-ci etait moins conciliante; il a cherche a retarder la reception de Mr. de Balk pour se donner le temps de recevoir une reponse aux plaintes que des le mois d Octobre il avait adressees a Pe- tersbourg, et pour peu qu il eut vu le moindre jour au bon accueil de ses plaintes, ii se croyait assez en force pour ne. le

��(1) Refere-so Ma lor :1 domorada audiencia para entrega da rrrrJencial de embaixador, pela qual se empenhou confidencialmente Villalba.

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