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DOM JOAO VI NO BRAZIL 863

luzo de 1 8 10, que os Estados Unidos guerreavam de fora e dentro da praca Palmella atacava, o ensejo parecia asado para obterem outras nagoes algumas das vantagens com- merciaes exclusivamente attribuidas aos Inglezes.

Outra razao importante foi que, parecendo destinada a veneer a rebelliao das colonias hespanholas, nao seria de- sarrazoado ir tomando posigao e, sem dar propriamente mostras d isto muito evidentes, estabelecer um posto de ob- servagao donde eventualmente se pudesse entrar em relagoes com aquelles paizes emancipados. Em casos taes e mister madrugar. Saint-Simon escreveu a proposito um memoran dum ( i ) em que lembrava que por se nao haver prestado no Occidente a attencao devida as primeiras aggressoes contra a Polonia, ficara irremediavelmente compromettido o equili- brio da Europa, tao laboriosamente preparado no tratado de Westphalia.

A America Hispano-Portugueza constituia para a Fran- ga, que estava sendo tao manufactureira quanto agricola, um mercado de muito futuro, mas forca era, na opiniao do embaixador nomeado, comecar por luctar contra a pre- ponderancia assumida pelos Inglezes, cuja interesseira ami- zade nao parecia natural que Dom Joao VI pensasse em sup- portar indefinidamente, uma vez exhauridas pelos proprios Inglezes as provincias europeas da monarchia e assente o throno no Novo Mundo, virgem de semelhantes tutelas, outras que as das suas metropoles no regimen colonial, e po- dendo dispensar-lhes a utilidade. Saint-Simon nao compar- tilhava n este ponto da idea do ministro americano Sumter, de uma diplomacia menos complicada, que tinha o Rei por amigo cordialissimo da politica britannica.

(1) Arch, do Min. dos Neg. Est. de Franga.

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