Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/365

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CAPITULO XXIV

��EL-REI

��Para bem se aquilatar da parte preponderante que de facto pertencia a Dom Joao VI no governo, do quanto pe- sava sobre a administrac.ao sua influencia pessoal, e mister salientar a circumstancia de que, exactamente ao transpor a culminancia do seu reinado americano, o monarcha dirigia so os negocios publicos. So, quer dizer com seu valido Tho- maz Antonio Villa Nova Portugal, valido pouco ambicioso e nada ganancioso, que se contentava com possuir a con- fianga do seu Principe sem pretender exercer acgao directa e pessoal no Estado. Confidente e intimo o foi porem, quasi sem interrupgao, desde o tempo em que o conhecera o Regente de corregedor em Villa Vigosa e o passara logo para a Casa da Supplicagao de Lisboa e depois para o Desembargo do Pago, afim de ter sempre ao alcance, quando Ihe convinha, um pa- recer judicioso e desinteressado sobre assumptos difficeis.

Barca e Aguiar tinham fallecido ambos em 1817, Pal- mella continuava occupado na Europa, Bezerra desappare- cera do rol dos invalidos apoz poucos mezes de governo; Thomaz Antonio, apezar dos seus 63 Janeiros, era quern, por menos que se fizesse na opiniao dos diplomatas estran- geiros, acudia a tudo nos fins do anno da revolugao de Per- nambuco e da occupagao de Montevideo. E o processo tao

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