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DOM JOAO VI NO BRAZIL 943

o povo e fraco o poder do governo local," ponderava elle com mals presciencia do que exactidao.

A America do Norte verdade e que offerecia um exem- plo feliz, "de ha muito admirado, e que de certo teria sido imitado desde logo si os Brazileiros possuissem vigor de cara- cter igual ao d a quelle povo turbulento. Faltava tambem um ensejo para servir de pretexto plausivel a renuncia da metro- pole, mas esse o forneceria a colonia a invasao franceza, nao havendo sombra de duvida entre os que melhor conhecem o paiz que, a nao ser pela chegada opportuna do governo, o Brazil teria seguido, senao precedido os esforgos das colo- nias hespanholas em prol da sua independencia." (i)

A unidade de vistas provinha para a administragao por- tugueza de que, governando com estes ou com aquelles minis- tros, de differentes opinioes, Dom Joao VI nos problemas essenciaes impunha sempre sua orientagao. Assim, emquanto permaneceu no Velho Mundo, nunca deixou de por sua confianqa e fiar seu salvamento da allianqa ingleza. Uma vez, porem, que percebeu quanto se esquivava no Novo Mundo, nao so a coacgao das outras potencias como a pressao da nagao amiga, nao quiz mais sahir da America e decidio ahi permanecer, mau grado todas as instancias feitas em 1814 e 1815 pela Santa Allianca e nos annos subsequen- tes reiteradas pela Gra Brctanha. Dom Joao VI avaliara corn justeza quao difficil tornavam os recursos incompletos de entao qualquer efficaz demonstragao armada a tao grande distancia.

Sabemos que o exodo de 1807 so foi precipitado na occa- siao, no instante, nao se calculando tao prompta a invasao e querendo o Principe aguardar a suprema injuria e o paro-

��(1) Prior, 06. cit.

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