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DOM JOAO VI NO BRAZIL 987

que aguavam a praga. Havia nos outros carros, offerecidos pelos ourives, negociantes de molhados, latoeiros, carpintei- ros e outros como os denominariamos hoje syndicates profls- sionaes, uma danga de Chins, urna ilha do Pacifico com seus indigenas, um castello donde emergia uma danga militar, um escaler de marujos remando e cantando antes de desem- barcarem e bailarem, um grupo de ciganos com as mulheres nas garupas dos cavallos, ate uma danga de homens disfar- gados em macacos, dando saltos, fazendo caretas, executando cabriolas, ate formarem a pyramide humana nil novi sub sole e o macaquinho do tope desenrolar diante da tribuna real... os retratos dos serenissimos consortes.

Parecendo pequeno o recinto onde, depois d essas dangas zoologicas e mavorcias, correram justas, escaramugaram, per- fizeram cortezias em ginetes da real casa cavalleiros vestidos de "casacas de fino belbute e acompanhados de serventes ves tidos de setim das mesmas cores", e correram touros cam- peoes e capinhas de melhor intengao do que experiencia, o carnaval trasbordou e n uma gargalhada abragou toda a ci- dade. Foram umas saturnaes decentes. Sahiram as allegorias, reboaram os cantares e desdobraram-se as dangas pelas ruas, pelas quaes rodava um carro mais, engenhoso e monumental, figurando um brigue de guerra illumina-do e salvando.

No Campo improvisara-se um passeio de palmeiras, en- gradando ramas entrelagadas de plantas aromaticas as alame- das terminadas por arcadas de madeira, e levantando-se no centro uma pega de architectura onde se armara o fogo de artificio que dignamente rematou a serie de festas.

Por occasiao do consorcio do Principe Real ja nao houve discrepancias na critica. Os estrangeiros, von Leithold no numero, recordam com louvor a bella ordenagao do cor-

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