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1044 DOM JOAO VI NO BRAZIL

de Lisboa, ao corpo diplomatico portuguez, nos mesmos ter- mos que o encarregado de negocios britannlco havia esco- Ihido, para que se desse a conhecer a harmonia que reinava entre as cortes de Saint James e de Sao Christovao. Souza nao julgou todavia dever ir alem de uma carta particular, de- clinando entrar em relagoes com a Junta antes de receber instrucgoes do Rio de Janeiro ( I ) .

Fora D. Jose de Souza quern havia recebido o mago de exem-plares da circular e o remettera a Marialva, que o devolveu sem Ihe querer dar destine. O marquez estribei- ro-mor nao se ageitava muito com essa politica de concilia- gao e nao so se recusava a responder a qualquer communi- cagao de Lisboa, como solicitava por nota a suspensao das funcgoes do encarregado de negocios f rancez em Lisboa - - o que o ministro barao Pasquier verbalmente Ihe prometteu - e nao cessava de insistir na intervengao. Chegou a despa- char Navarro de Andrade para Troppau, onde os soberanos alliados iam " concertar algumas medidas relativamente aos successos que tem tido lugar no decurso deste anno no meio dia da Europa" (2) .

Em corte alguma, das principaes pelo menos, permane- cera inactiva n essa crise a diplomacia portugueza. Para evitar a uniao iberica podia bem contar-se com a Inglaterra, mas o concurs^ da Russia parecia igualmente precioso pelo que significava por si, e pela preponderancia que nos annos de 1815 a 1825 essa potencia exerceu sabre os outros paizes da Europa. Por isso logo que o movimento do Porto respon- deu ao levante hespanhol, o ministro em Sao Petersburgo,

��(1) Corresp. dc Londres, 1820-1821, ibidem.

(2) Officio dc Marialva a D. Jose de Souza de 21 de Outubro de 1820, ibidem.

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