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DOM JOAO VI NO BRAZIL 619

portagoes e justificando repressoes, assim como existem nume- rosas notas do conde de Casa Flores protestando contra o procedimento do general Lecor de desterrar Hespanhoes amigos da metropole, "externando favor e consideragao aos rebeldes, desprezando e vexando os seguidores fieis do Rei legitimo".

Os protestos de Casa Flores determinaram ate a re- uniao, a 31 de Agosto de 1820, na Secretaria dos Negocios Estrangeiros e da Guerra dos desembargadores do Paco Monsenhor Almeida, Luiz Jose de Carvalho e Mello e Paulo Fernandes Vianna, os quaes acharam e proclamaram que Lecor se houvera com muita moderagao e prudencia, preten- dendo que taes perturbagoes da ordem publica se extinguis- sem e tratando de evitar o perigo de uma explosao. (i)

For seu lado o Cabildo de Montevideo agachava-se diante do proconsul portuguez, exprimindo votos e formu- lando supplicas para que se consummasse a encorporagao da Banda Oriental como provincia da monarchia portugueza, ao que o Rei nao quiz acceder em 1819 quando as tentati- vas para semelhante fim se tornaram instantes por temor da expedigao de Cadiz, que era o que d outra banda estava fortalecendo as esperangas e animando os esforgos do partido hespanhol.

Dom Joao VI estava mesmo resolvido a abandonar a sua conquista, restituindo a praga ao Cabildo, no caso de sahir para seu destino a projectada e tao annunciada expedicjio. A 2 de Dezembro de 1819 expressava a corporagao munici pal de Montevideo, em face das circumstancias, o seu pezar u por que no sea dado a un Rey justo e benefico fixar en estos momentos el destino de un pueblo que le aclama y a

��(1) Ibidem.

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