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DOM JOAO VI NO BRAZIL 625

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xemburgo escrevia ser "charmante a tous egards et la plus accomplie de la famille Royale". A Dom Joao VI nao pare- cfa agradar muito esta segunda suggestao, certamente porque nada Ihe sorria na primeira idea, preoccupando-o saber pelo marquez de Marialva que o duque de Richelieu, antici- pando-se de pouco tempo a Chateaubriand, approvava a idea de enthronizar um Bourbon em Buenos Ayres.

O encargo dos commissaries tampouco era de natu- reza a dar-lhe satisfacao. Tenho algumas razoes para crer, escrevia Maler, (i) que a sua missao nao foi lisonjeiramente encarada pela corte do Brazil, pois que me tendo pergun- tado o Rei, alguns dias depois da chegada d elles, si os havia visto, respond! que nao, o que era a verdade, replicando-me entao Sua Majestade que por si nao tinha o menor desejo de vel-os e acompanhando tal declaragao de demonstracoes muito expressivas".

A situacao assim se prolongou, permanecendo os com missaries no Rio de Janeiro ate sua partida a 8 de Novem- bro, sern que os recebecse o Rei. Tao infelizes alias que nem puderam desembarcar em Montevideo, onde dominavam os Portuguezes, nem em Buenos Ayres onde, apezar da funda perturbacao social, nao quizeram tratr.r com quaesquer agen tes hes panhoes, antes d estes terem reconhecido a indepen- dencia das Provincias Unidas. A propria Hespanha via-se entao sacudida por forte estremecimento politico, alii cam- peando outra vcz a revolugao, prpvocada pelo sinistro abso- lutirmo real.

O levantainento de Riego , resultado inesperado da de- cantada expedigao de Cadiz, que transformou a ameaca de

��(1) Officio do 20 d(> S. lpinhr:) (Je 1820

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