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660 DOM JOAO VI NO BRAZIL

fossem sendo praticamente desmentidas por factos e de outra banda mal correspondidas, tornando-se menos e menos fra- ternaes as relagoes.

A corte do Rio queixava-se de que em Buenos Ayres entrasse a circular um periodico contendo diatribes contra o governo do Brazil, a par do elogio dos martyres da liberdade pernambucana. Queixava-se Pueyrredon directamente ao ge neral Lecor, dando simultaneamente curso a esta queixa nos seus jornaes, que fosse dada permissao de residencia e de conspiragao em Montevideo a discolos e adversarios dos governos de facto da America Hespanhola, norma de pro- ceder tanto mais irritante quanto em Buenos Ayres a opiniao tendia cada vez mais accentuadamente para a emancipacao irreductivel.

A ordem de Pueyrredon foi o agente portuguez Bar- roso preso em Buenos Ayres sob a accusacao de .entreter e pro- teger a correspondencia dos facciosos congregados em Mon tevideo com os seus cumplices da outra margem. Uns e ou- tros agitavam a ja de si desassocegada vida politica das Pro- vincias Unidas, intrigando, conspirando, espalhando pam- phletos incendiarios impresses em Montevideo, provocando dissensoes sangrentas, para tudo isto se aproveitando de andar entre as tropas de Buenos Ayres o soldo sempre atra- zado por defrontarem com o governo os cofres publicos vasios.

Protestou Lecor contra esta, como a chamou, quebra do direito das gentes e obteve a soltura de Barroso, com or dem, porem, de sahir de Buenos Ayres, pelo que se recolheu o agente secreto a Montevideo, onde Ihe deram o commando da flotilha do Uruguay (i). A expedigao de Cadiz tolhia de

��(1) .Corresp. de Maler no Arch, do Min. -dos Neg. Est. de Pranqa.

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