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ESPUMAS FLUCTUANTES


Deus do Bohemio!... São da mesma raça
As andorinhas e o meu anjo louro...
Fogem de mim se a primavera passa,
Se já nos campos não ha flores de ouro...

E tu fugiste, presentindo o inverno,
Mensal inverno de viver bohemio...
Sem te lembrar que por um riso terno
Mesmo eu tom;íra a primavera a premio...

No entanto ainda do Xerez fogoso
Duas garrafas guardo alli... Que minas!
Além, de um lado, o violão saudoso
Guarda no seio inspirações divinas...

Se tu viesses... de meus lábios tristes
Rompera o canto... Que esperança inglória!...
EUa esqueceu o que jurar-lhe vistes
Ó Paulicéa, ó Ponte Grande, ó Gloriai...

Batem!,.. Que vejo! Eil-a afinal commigo...
Foram-se as trevas... fabricou-se a luz...
Nini! pequei... dá-me exemplar castigo!
Sejam teus braços... do martyrio a cruz f...

8. Paulo, Junho de 1868.