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ESPUMAS FLUCTUANTES

Quando no tosco estaleiro
Da Allemanha o velho obreiro
A ave da imprensa gerou...
O Genovez salta os mares
Busca um ninho entre os palmares
E a patria da imprensa achou.

Por isso na impaciencia
Desta sêde de saber,
Como as aves do deserto —
As almas buscam beber...
Oh! Bemdito o que semêa
Livros... livros á mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro cahindo n′alma
É germen — que faz a palma,
É chuva — que faz o mar.

Vós, que o templo das ideas
Largo — abris ás multidões,
P′ra o baptismo luminoso
Das grandes revoluções,
Agora que o trem de ferro
Acorda o tigre no cerro
E espanta os caboc′los nús,
Fazei desse «rei dos ventos
— Ginete dos pensamentos,
— Arauto da grande luz!...