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ESPUMAS FLUCTUANTES

Não foge a nuvem trevosa
Quando em azas de tufões
Sobe dos céos á esplanada,
Para tomar emprestada
De raios uma outra espada,
A luz das constellações...

Como o tigre na caverna
Afia as garras no chão,
Como em Elba amola a espada
Nas pedras — Napoleão,
Tal eu — vaga encapellada,
Recúo de uma passada,
P′ra levar de derribada
Rochedos, reis, multidão...!

III

«Pernambuco! Um dia eu vi-te
Dormido immenso ao luar,
Com os olhos quasi cerrados,
Com os labios — quasi a fallar...
Do braço o clarim suspenso,
— O punho no sabre extenso
De pedra — recife immenso.
Que rasga o peito do mar...

E eu disse: — Silencio, ventos!
Cala a boca, furacão!