Página:Flora pharmaceutica e alimentar portugueza.djvu/42

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54 FLORA PHARMACEÚtlCA " da, por isso cl'ordinario furada longitudinal- mente no centro. Indígena d'Asia Menor, e d'ourras regiões quen- tes : antigamente cultivada pelos Gregos, e Ro- manos, assim como hoje por todas as Nações da Europa para tingir as las de vermelho-, era Portugal também se cultiva, mas pouco. Flo- resce na Primavera. Kecente : cheiro débil ; sabor hum tanto amargO estyptico : secca : cheiro mais forte. 3p. R. Silvestris. Em Port. Ruiva brava ^ ou ra^ p a língua. Folhas vivazes , lanceoladas , seis a seis , e qua- tro a quatro , aspérrimas na margem , e qui- lha , por cima luzidias ; nervura dorsal quasi lisa ; caule triennal e mais , aculeado , roliço junto da raiz. Habita nos tapumes por todo o Reino, e nos montes. Subarbustiva , encontra-se ás v^zes de outo pés d'altura. Varia assim como a precedente pelo nU' wero das folhas em cada verticillo , dos estames e lacinias da corolla-, o habito^ as flores ^ e o fructo são como Tia R. Tinctorum ; mas cultivada pelo Doutor Bròtero no Jardim da Univer- sidade , conservou perennes assim as folhas como o caule , e assim succede d que cresce junto de Montpelier , se- gundo Bauhino'^ ao mesmo tempo que d R. Tinctorum só conserva as raízes por estes motivos o nosso Botânico jul- ga que assim a R. Silvestris, como a R. Angustifolia , que habita no Algar- •ve ^ e entre o Cabo de Espichel e Ce"