Página:Historias de Reis e Principes.djvu/140

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
133
MÃI E FILHOS


Portogallo, per il barone Gaudenzio Claretta. O meu exemplar, comprado no espolio do visconde de Borges de Castro, é ricamente encadernado, e tem uma dedicatoria do proprio author.

Pois ahi, a pag. 100, lê-se esta passagem, referente ao rei:

«... nan era privo di un tal qual spirito, quantumque non sapesse nè leggere, nè scrivere ed usasse basse espressioni, come, per esempio: vá bugiar... etc.»

Fiquemos por aqui.

Os grandes amores romanticos de D. Affonso VI tiveram por palco o convento de Odivellas.

Calumnia-se D. João V quando se diz que elle desacreditou Odivellas. Aquillo já vinha de traz.

D. Fernando Corrêa de Lacerda, bispo do Porto, conta que D. Affonso VI «se deu ao galanteio das religiosas, frequentando diversos mosteiros», e que «sem reparar no decôro que se devia aos lugares sagrados, fazia abrir as portas das igrejas, sendo alta noite», «succedendo muitas vezes que quando em outros conventos se levantavam os religiosos para louvar a Deus, o estava el-rei offendendo nas grades das suas igrejas.»

Umas d'estas freiras era D. Anna Angelica de Moura, conhecida em Odivellas pela alcunha galante de Flôr do Sol.