Página:Horto (1910).djvu/207

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A D. Sinhá Medeiros

Oswaldo é um lírio. Nos olhitos francos
Conserva um mundo precioso e lindo;
Quando ele ri, os seus dentinhos brancos
Lembram à gente um bogari abrindo.

É um pequeno querubim risonho;
E se bem longe meu olhar o avista,
Não sei por que só me recordo, em sonho,
Do cordeirinho de São João Batista.

Às vezes beijo-o delicadamente.
E o beijo canta sobre os olhos seus,
Enquanto eu cismo carinhosamente
Que beijo os olhos do menino Deus.